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Atualizado às: 24 de março, 2004 - 04h32 GMT (01h32 Brasília)
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FMI cobra mais reformas econômicas na AL

A diretora-gerente interina do FMI, Anne Krueger (Foto: site do FMI)
Krueger fez declarações na Universidade de Nova York
A diretora-gerente interina do FMI, Anne Krueger, cobrou nesta terça-feira reformas mais ambiciosas na América Latina, “especialmente em relação aos mercados de trabalho”.

Em um discurso em Nova York, Krueger elogiou o México e o Chile por “seus esforços para promover reforma macroeconômica”, mas destacou que na maior parte da América Latina ainda há problemas na implementação das mudanças.

“Não ter metas ambiciosas logo no lançamento (das reformas) quase sempre significa que o resultado será seriamente decepcionante”, disse Krueger.

Usando como referência a crise enfrentada pela Argentina, a diretora-gerente do FMI disse que os problemas que o país enfrentou poderiam ter sido minimizados se suas reformas tivessem sido mais abrangentes.

“A implementação efetiva de reformas fiscais, do mercado de trabalho e estruturais poderia ter garantido que a economia fosse robusta e flexível o suficiente para lidar com o choque de uma desvalorização, sem o completo colapso econômico que vimos”, disse.

Sem continuidade

Anne Krueger também disse que outro problema comum é que alguns países que adotam reformas não lhes dão continuidade, colocando em risco todo o processo de transformação.

“Não é de estranhar que os responsáveis pela concepção de políticas públicas prefiram evitar decisões difíceis – e prefiram fazer o mínimo necessário no caminho das reformas impopulares. Mas isso, inevitavelmente, prejudica as chances de sucesso.”

A diretora-gerente interina do FMI também lançou um alerta a países que, nos últimos meses, têm testemunhado uma melhoria de suas condições econômicas.

Segundo ela, o atual quadro deve ser aproveitado para fazer reformas.

“É exatamente aí que as reformas têm a maior chance de ser bem-sucedidas. Os governos precisam vencer a tentação de ficarem parados enquanto melhora a conjuntura econômica”, disse Krueger.

“Em vez disso, eles precisam ver e agarrar essa oportunidade de enfrentar questões difíceis e tentar vencer o que costuma ser uma oposição entrincheirada à reforma estrutural.”

*Colaborou Paulo Cabral, de Washington

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