|
Governo brasileiro está contente com acordo, diz Amorim | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o governo brasileiro estava "contente" com o acordo fechado pelo governo argentino com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que evitou um calote numa parcela de US$ 3,1 bilhões que vencia nesta terça-feira. "Queremos felicitar a Argentina por esse acordo de hoje", afirmou o ministro em São Paulo, onde participou da cerimônia de assinatura de convênio para a realização na cidade, em junho, da 11ª reunião da Unctad. Mas ele evitou comentar se o governo brasileiro teve alguma participação nas negociações entre a Argentina e o organismo multilateral de crédito. "Seria extremamente pretensioso da nossa parte dizer que o Brasil teve alguma influência", disse Amorim. "A negociação foi conduzida pelo governo argentino", afirmou. Telefonemas Mas ele ressaltou que, nos contatos que teve na semana passada tanto com o então diretor-gerente do FMI, Horst Köhler, como com os chefes de Estado e governo dos Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha e Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "salientou a importância de se fortalecer um governo que tem feito um grande esforço em termos de uma política econômica séria, com austeridade, em termos da condição difícil da Argentina". Ele também disse que as mudanças pedidas pelo governo brasileiro na maneira de calcular o superávit necessário para o pagamento da dívida, excluindo das contas os gastos com investimento, são importantes para todos os países em desenvolvimento. "Temos colocado que é do interesse de todos os países em desenvolvimento que haja investimento em infra-estrutura, investimento social", afirmou o ministro. 'Mas se essas colocações foram úteis ou não eu não posso avaliar", disse ele. O ministro confirmou o encontro entre Lula e o presidente argentino, Néstor Kirchner, dia 16, no Rio de Janeiro. Essa reunião foi acertada no encontro que os dois presidentes tiveram em Caracas, há duas semanas, e estava marcada inicialmente para esta quarta-feira, mas foi adiada para a próxima semana, na avaliação de alguns analistas para evitar uma saia-justa para o governo brasileiro caso a Argentina não pagasse a dívida com o FMI. Amorim disse que os dois presidentes, ambos acompanhados de alguns ministros, devem discutir de forma mais abrangente as mudanças que vem sendo pretendidas pelo governo no FMI. O secretário-geral da Unctad (agência da ONU para Comércio e Desenvolvimento), Rubens Ricupero, disse que "nunca duvidou" que a Argentina pagaria a dívida com o FMI. "Nunca me passou pela cabeça que eles não pagariam", afirmou. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||