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Riscos nos emergentes 'ameaçam' negócios estrangeiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um estudo global realizado por uma empresa de consultoria apontou que mais da metade dos mercados emergentes - entre eles o Brasil - apresenta riscos nas esferas da política e da segurança, “ameaçando a estabilidade de negócios estrangeiros”. O relatório Risk Map 2008 (Mapa do Risco 2008), que analisou dados de 200 países, foi compilado pela consultoria Control Risk, que faz avaliações de risco para empresas. Os países foram avaliados sob o ponto de vista da segurança e da estabilidade política. Como aconteceu no ano passado, o Brasil foi classificado como tendo risco "médio", tanto politicamente quanto sob o ponto de vista da segurança. Corrupção e lobby O levantamento mostrou que 57% dos países emergentes apresentam risco político “médio ou alto” para empresas estrangeiras, “indicando ameaças significativas para o investimento estrangeiro”. “Há o risco, nesses países, de exposição a fatores como corrupção, grupos de lobby, restrições para exportações ou importações, instituições políticas fracas, entre outros”, avalia o relatório. Além do Brasil, Rússia e China - países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) -, também estão enquadrados na categoria de risco político “médio”. A Índia foi o único país do grupo a ser incluído na lista das nações que oferecem “baixo” risco político para as empresas. Já do ponto de vista da segurança, Rússia e Índia apresentaram “alto” risco, enquanto Brasil e China ficaram incluídos no grupo do “médio” risco. Outros países da América Latina, como Argentina e México, estão no mesmo grupo do Brasil nas duas categorias. O Chile ficou posicionado na lista dos países de “baixo” risco tanto no aspecto político quanto no da segurança. Divergências O relatório apontou que no continente americano foi verificado uma “divergência entre os países que estão estáveis e se desenvolvendo e os que estão política e socialmente voláteis e estagnados economicamente”. “Países como o Chile, Brasil, México, Costa Rica e Uruguai, aceitaram a importância da abertura dos mercados. Enquanto isso, um outro grupo, encabeçado por Venezuela, Equador e Bolívia, irá continuar numa via de instabilidade econômica, política e cultural.” Somália, Coréia de Norte e Zimbábue apresentaram um risco “extremo” aos investimentos estrangeiros sob o ponto de vista da estabilidade política, enquanto países como Mônaco, Nova Zelândia, Cingapura e Luxemburgo estão entre os que ofereceram um risco “insignificante”. Na área da segurança, foram considerados como países de risco “extremo”: Afeganistão, Burundi, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Paquistão, Somália, Sri Lanka e Sudão. Na outra ponta da lista, com risco de segurança “insignificante” estão Seicheles, na África, Noruega, Finlândia, entre outros. |
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