BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 30 de janeiro, 2004 - 14h48 GMT (12h48 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Novo calote ronda a Argentina, diz 'Economist'
Néstor Kirchner,presidente da Argentina
Dureza nas negociações vem garantindo alta popularidade a Kirchner

Pouco mais de dois anos depois de a Argentina ter suspendido os pagamentos de sua dívida, um novo calote ronda o país, segundo a Economist Intelligence Unit (EIU, consultoria do mesmo grupo da revista The Economist).

O governo argentino ameaçou não pagar uma dívida de US$ 3 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que vence no dia 9 de março, caso a instituição não assegure a liberação de uma parcela de empréstimo no mesmo valor.

Os detentores de US$ 95 bilhões em bônus – que não estão sendo pagos desde o calote – estariam pedindo ao Fundo que nenhum desembolso seja feito até que seja fechado um acordo entre eles e o governo da Argentina, segundo a EIU.

A consultoria diz que é pouco provável que o FMI "empurre a Argentina para um novo calote", mas não descarta a possibilidade. Na última quarta-feira, durante revisão da situação do país, pelo menos três países ricos que integram o board do Fundo – a diretoria, formada por representantes dos países sócios da instituição – se manifestaram contra a manutenção de empréstimos à Argentina.

Disputa

O governo argentino propôs um reescalonamento da dívida em bônus com desconto de 90% do valor líquido atual dos papéis. Os credores – milhares de investidores em 12 países – consideram a proposta "ridícula", segundo a EIU.

Os argentinos argumentam que essa proposta é baseada em premissas realistas.

Os detentores de bônus querem que o Fundo deixe de fazer pagamentos até que recebam uma nova proposta do governo argentino.

Para eles, a Argentina está desconsiderando a própria carta de intenções que enviou ao Fundo, e estaria quebrando a regra que prevê que todos os credores sejam tratados igualmente.

Necessidade

Apesar da diferença de posições ser grande, a EIU acredita que um acordo entre detentores de bônus e o governo Argentino deve ser fechado no decorrer deste ano, mas as negociações serão tortuosas.

O governo argentino estaria, aparentemente, em uma posição de força, mas a consultoria argumenta que o país depende de recursos externos para se financiar. Por isso, teria necessidade de reabrir as portas dos mercados de capitais, o que só aconteceria com um acordo.

O diretor da corretora Exotix, Richard Segal, argumenta que a aparente dureza do presidente argentino, Néstor Kirchner, pode estar lhe garantindo apoio popular doméstico temporário, mas esta situação não deve perdurar.

Segundo Segal, se a falta de acesso aos mercados internacionais e a própria relutância de investidores argentinos em aplicar recursos no país perdurarem, a economia real começará a ser afetada.

"Sem recursos, os contribuintes argentinos terão que pagar por investimentos nas empresas de serviços públicos, se não quiserem que haja problemas nesse setor", diz Segal.

Para a EIU, apesar das dificuldades atuais, o FMI tenderá a evitar "empurrar a Argentina ao calote", porque isso provocaria danos à economia mundial.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade