|
FMI tem histórico de projeções otimistas sobre o Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em abril de 1999 o Fundo Monetário Internacional (FMI) pela primeira vez incluiu informações específicas sobre o Brasil na série de previsões para o crescimento de algumas das economias mundiais no ano seguinte. Naquele primeiro ano a projeção de crescimento do FMI para o Brasil no ano 2000 (3.7%) ficou abaixo do que o crescimento revelado quando todas as estatísticas foram computadas (4,4%), mas desde então o FMI fez apenas projeções otimistas demais para a economia brasileira. Em abril do ano passado, o FMI havia apresentado uma projeção de crescimento de 3,5% para a economia brasileira este ano, mas estimativas mais recentes já falam em 3,0%. No relatório o FMI também já advertia, no entanto, que "que as condições de financiamento internacional do Brasil continuavam difícei, refletindo as enormes dívidas que têm de ser roladas e pressão delas sobre as taxas de câmbio e de juros." Dívidas O economista Dean Baker diz que no caso do Brasil projeções superestimadas podem ter efeitos ilusórios quando se avalia o problema da relação entre dívida e PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil. "Quanto mais o PIB cresce, menor o problema da relação dívida PIB, que hoje no Brasil é da ordem de 60%", disse. "Mas se o governo está trabalhando com uma previsão superestimada de crescimento, pode acabar não tomando medidas que seriam necessárias para evitar uma crise depois" |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||