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Argentina e credores têm reunião inicial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A principal organização que representa credores privados da Argentina teve nesta sexta-feira uma reunião com representantes do governo do país. Segundo a agência de notícias Associated Press, essa foi a primeira rodada de entendimentos formais entre os dois lados desde que a Argentina anunciou uma moratória, há dois anos. Nicola Stock, co-presidente do Comitê Global dos Proprietários de Títulos Argentinos (GCAB, na sigla em inglês), disse ter ficado “satisfeito” depois da reunião. “(As conversas) devem levar à negociação de uma reestruturação sustentável e justa das dívidas do país sul-americano, tanto para a Argentina quanto para os investidores”, completou. Os credores ligados à GCAB cobram o pagamento de cerca de US$ 37 bilhões em papéis argentinos. Impasse A Argentina, que em dezembro de 2001 anunciou que não iria pagar sua dívida externa de mais de US$ 80 bilhões, está agora negociando ao menos parte do pagamento. Os investidores ainda correm o risco de perder até 75% do dinheiro que investiram no país, depois que o governo argentino apresentou uma proposta em que oferece pagar 25% do valor nominal dos títulos em posse dos credores. Os credores estariam querendo o pagamento de, pelo menos, 65% do valor nominal dos papéis. O presidente argentino, Néstor Kirchner, disse que qualquer mudança na sua proposta, com aumento do percentual de pagamento, colocaria em risco o crescimento econômico do país. Na reunião desta sexta-feira, os dois lados concordaram em realizar uma nova reunião em duas semanas para tentar resolver o impasse. |
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