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Chances de política de Lula criar empregos dividem especialistas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A política econômica do governo Lula e as as chances de que ela venha a criar condições de reduzir o desemprego dividem especialistas no exterior. Para Mark Thomas, economista sênior para o Brasil do Banco Mundial, as chances de as políticas do governo reduzirem o desemprego são muito boas e a gestão macroeconômica do país tem sido de "primeira classe". Também nessa linha, Kenneth Rogoff, ex-diretor de pesquisas do FMI (Fundo Monetário Internacional), diz que o presidente está no caminho certo para criar uma economia que consiga gerar mais empregos. Mas os dois recomendam que o governo avance em reformas, como a legislação trabalhista, para conseguir progresso ainda maior. Argentina Já Alfredo Saad Filho, professor da Universidade de Londres e especialista em economia de desenvolvimento, critica duramente a atual política econômica. Na sua avaliação, não há "nenhuma" chance de a política econômica atual gerar os dez milhões de empregos prometidos na campanha eleitoral do PT. Ele diz que, sem uma mudança radical da política econômica, o Brasil vai pelo mesmo caminho que levou a Argentina à crise de 2001. Com opinião semelhante, o economista Thomas Coutrot, do Ministério do Trabalho da França, diz que a política econômica não está voltada para a geração de emprego e renda no Brasil e defende uma mudança radical de rumos. Saad Filho e Coutrot acham que o Brasil deveria adotar o controle de capitais, para evitar a instabilidade financeira. Outros entrevistados de fora do país recomendam soluções pontuais específicas, como é o caso do ex-secretário do Tesouro americano Larry Summers. Ele defende que o governo incentive a formação de empreendedores. Já Stephen Nickell, um dos mais respeitados especialistas em mercado de trabalho da Grã-Bretanha, diz que a política macroeconômica sensata é o pré-requisito para a geração de empregos. No caso de um país sofrer um choque econômico, segundo ele, a alternativa que efetivamente dá resultados na geração de empregos é a a recuperação da economia o mais rapidamente possível. Leia no Dossiê Desemprego: |
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