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Atualizado às: 27 de abril, 2004 - 21h19 GMT (18h19 Brasília)
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Ex-diretor do FMI diz que é preciso mais reformas

sede do FMI em Washington
Rogoff não vê ligações entre políticas do FMI e desemprego
O ex-diretor de pesquisas do FMI (Fundo Monetário Internacional) Keneth Rogoff diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no caminho certo para criar uma economia que consiga gerar mais empregos.

Mas Rogoff afirma que, apesar disso, o governo precisa avançar ainda mais para que os efeitos na economia sejam consistentes e duradouros.

"O plano geral do governo Lula para reforma no Brasil é muito bom, mas envolve assuntos extremamente difíceis para o governo, como enfrentar e reduzir (a influência) os sindicatos de servidores públicos e flexibilizar as leis trabalhistas", diz Rogoff.

"Essas e outras mudanças são necessárias para criar no Brasil uma economia mais competitiva e mais flexível."

"Se Lula conseguir fazer essas mudanças agora, o Brasil estará mais preparado para evitar novas crises no futuro e poderá crescer não só na base dos 3% ou 4% esperados para este ano, mas no ritmo de 5% ou 7% que o Brasil deveria crescer nos próximos dez anos."

Bonança

Keneth Rogoff diz que o momento atual é de fazer reformas.

"É muito importante que o Brasil se esforce para fazer mudanças agora que a economia mundial está passando por uma relativa bonança. Se as reformas forem feitas agora, crises no futuro podem ser evitadas."

Mas o especialista observa que o problema do desemprego tem relação com uma profunda mudança na estrutura da economia mundial, que vai acabar se ajustando mais cedo ou mais tarde.

"Houve um aumento gigantesco na produtividade da economia mundial que um dia vai beneficiar todo mundo, mas agora está provocando muitas dores", diz.

"A renda dos trabalhadores está aumentando, mas isso não é algo que tenha chegado a todos."

FMI

Críticos do FMI dizem que as receitas são exageradamente recessivas e acabam tendo impactos sobre o crescimento econômico e consequentemente sobre o emprego.

Mas Rogoff não vê ligação entre o desemprego e as receitas econômicas do Fundo para seu devedores.

"O desemprego vem do modo como a economia está estruturada. Mercados de trabalho inflexíveis e governantes sem força para fazer as mudanças necessárias são duas causas importantes", disse.

"Não acho que seja culpa de planos propostos pela comunidade internacional."

Leia no Dossiê Desemprego:


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