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Para secretário da Cepal, crescimento não basta | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe da ONU (Cepal), José Luis Machinea, diz que os governos no Brasil e em outras partes da América Latina têm de entrar em ação para que o crescimento da economia se reflita em aumento no emprego. "Sem crescimento é difícil resolver, mas a experiência também mostra que só o crescimento não é suficiente", diz Machinea. "O governo tem de agir para favorecer a criação de empregos de qualidade, incentivar as pequenas e médias empresas, que são as que costumam criar mais vagas, e trabalhar para agregar valor às exportações", diz Machinea, que é ex-ministro da Economia da Argentina. Para ele, um aumento significativo nas exportações pode acabar tendo efeitos insignificantes no mercado de trabalho se a economia não for preparada para isso. Estrutura "Se o crescimento das exportações não for acompanhado por mudanças na estrutura econômica interna do país, o efeito no crescimento e no mercado de trabalho não será significativo. É nessas ligações que o governo deve ter uma ação muito ativa." O ex-ministro argentino afirma que as medidas que o Brasil está tendo de tomar agora são bastante difíceis, mas necessárias. "O governo do presidente Lula conseguiu eliminar todas as dúvidas que havia antes sobre o crescimento da dívida e a credibilidade internacional do Brasil", diz. "Acredito que neste ano a economia brasileira crescerá cerca de 3%, o que com certeza está abaixo do que nós e o Brasil desejamos. Mas acho que será uma plataforma para permitir crescimento maiores no futuro." Leia no Dossiê Desemprego: |
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