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Última actualização: 26 Setembro, 2005 - Publicado em 18:08 GMT
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Banco Mundial e FMI vão cancelar dívidas africanas
Paul Wolfowitz
Paul Wolfowitz está muito optimista em relação à iniciativa
O Banco Mundial e o FMI concordaram com o cancelamento das dívidas contraídas por alguns dos países mais pobres do mundo.

O acordo foi conseguido numa reunião na sede do Banco Mundial, em Washington.

As duas instituições terão ainda de lidar com alguns detalhes sobre o angariamento de fundos adicionais para compensar os pagamentos de dívida que deixarão de receber.

Nos entendimentos

Cerca de 40 países, na sua maioria africanos, poderão beneficiar com estes novos entendimentos.

 Pediram-nos que agíssemos e, com este acordo para o alívio da dívida, têm a nossa acção
P.Wolfowitz, presidente do Banco Mundial

Dezoito estão em posição para terem as suas dívidas canceladas assim que o acordo entre em vigor.

As poupanças anuais com os pagamentos efectuados ao FMI, ao Banco Mundial e ao Banco Africano do Desenvolvimento deverão rondar cerca de 1,5 biliões de dólares, que serão gastos em projectos para a redução da pobreza.

Opções facilitadas

O Presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, saudou entusiasticamente o acordo.

"Em África e noutras partes do mundo, líderes de 38 países deixarão de ter que escolher entre o dispêndio de meios financeiros para o benefício dos seus povos e o pagamento de dívidas impossíveis, regra geral herdadas de governos anteriores".

"As pessoas, em todo o mundo, pediram-nos que agíssemos e, com este acordo para o alívio da dívida, têm a nossa acção".

Promessas

Paul Wolfowitz acreditou inicialmente que o perdão da dívida minasse as finanças do Banco Mundial.

Os oito países mais industrializados do mundo, que haviam proposto o alívio da dívida na sua cimeira na Escócia, em Julho, comprometeram-se em disponibilizar recursos adicionais para o Banco Mundial.

Mas os detalhes desta acção continuam a ser discutidos. Activistas a favor do perdão da dívida saudaram o acordo conseguido agora em Washington mas acham que o G8 poderá não disponibilizar os meios necessários.

Acham também que os países pobres poderão ter que se submeter a novas condições económicas para se qualificarem para o novo projecto.

Por outro lado, acreditam que muitos país países em desenvolvimento precisam de ter as suas dívidas canceladas.

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