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Última actualização: 12 Junho, 2005 - Publicado em 18:38 GMT
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Presidente do Banco Mundial em África
Paul Wolfowitz, Presidente do Banco Mundial
Wolfowitz é um aliado de Geroge W. Bush
O novo presidente do Banco Mundial, o norte-americano Paul Wolfowitz, chegou este Domingo à Nigéria para uma visita de três dias. O país mais populoso de África é a primeira étapa de uma viagem pelo continente.

Wolfowitz, que deverá encontrar-se com o presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo, esta segunda-feira, começou por visitar projectos financiados pelo Banco Mundial.

A visita surge um dia depois dos líders dos oito países mais industrializados (G8) terem chegado a acordo sobre o perdão da dívida externa a 18 dos países mais pobres do mundo.

O país mais endividado do mundo

Com uma dívida que ascende aos 35 mil milhões de dólares, a Nigéria está no primeiro lugar dos países mais endividados, mas não está entre os beneficiários do plano porque não faz parte do esquema em que está baseado o actual acordo: a iniciativa para países pobres altamente endividados.

Tal como o Sudão, a Nigéria não é considerada pobre, por causa das reservas petrolíferas. A actual administração estima que sejam necessários pagar 3 mil milhões de dólares por ano para conseguir atenuar a dívida.

A questão da dívida será seguramente um dos pontos na agenda da reunião entre o presidente Obasanjo e o principal responsável do Banco Mundial,
que já se mostrou disposto a aceitar uma redução da dívida, mas não um perdão total.

Importância estratégica de África

Wolfowtiz diz que considera África o assunto mais importante da instituição, uma preocupação que se reflecte nos 16 mil milhões de dólares que o Banco Mundial investiu em projectos em África.

Paul Wolfowitz parece apostado em modificar a imagem que contribuíu para a controvérsia em torno da sua nomeação. Wolfowitz, indicado para o carrgo pela administração Bush, é visto como um feroz neo-conservador muito influente na política da Casa Branca.

O presidente do Banco Mundial segue na terça-feira para o Burkina Fasso, Ruanda e África do Sul, uma agenda preenchida concebida para dar credibilidade a Wolfowitiz em relação a África, antes da participação na cimeira dos chefes-de-estado do G8, em Julho, na Escócia.

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