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Blair procura aliados na guerra contra a fome | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, está em Washington para conversações com o Presidente Bush sobre a ajuda a África, e as mudanças climáticas. A visita ocorre antes da cimeira do próximo mês do G8, grupo das nações mais industrializadas do mundo. Os dois líderes deverão anunciar uma iniciativa conjunta para África que incluirá um compromisso dos Estados Unidos de gastarem mais seiscentos e setenta milhões de dólares na luta contra a fome. Mas que tipo de resposta obterá Tony Blair, no que se refere ao combate à pobreza e às mudanças climáticas. Retórica Peter Baker é o correspondente do jornal Washington Post na Casa Branca: "Penso que eles estão a tentar encontrar uma forma de minimizar os seus desacordos para que a cimeira de Julho do G8 na Escócia não seja um fracasso. Tony Blair descreveu a África como uma cicatriz moral na consciência do mundo. Consequentemente, o seu governo formulou um plano na perspectiva da cimeira do G8. Os ministros querem ver mais alívio da dívida dos países africanos, particularmente das dívidas às instituições internacionais como o Banco Mundial. Empréstimos Eles também querem um aumento da ajuda directa e gostariam de criar um denominado "departamento de finanças internacional", que utilizaria empréstimnos obtidos agora no mercado financeiro para financiar programas de vacinação fundos esses pagos depois pelos países ricos. Mas Washington já fez saber que não gosta desta última ideia. Recentemente, o presidente Bush disse que não se adequaria ao processo orçamental da América. Bush também não se sente confortável com o aumento da ajuda directa aos países africanos. Clima difícil Ele prefere a ideia de subsídios ligados às reformas democráticas. De qualquer forma, o presidente aproveitará a visita de Tony Blair para anunciar algum dinheiro suplementar para o combate à fome. Quanto às mudanças climáticas, um acordo será ainda mais difícil. Tony Blair há muito que desistiu de convencer a América para se juntar aos cortes estabelecidos em Kyoto para as emissões de gases de estufa. Em contrapartida ele espera obter um acordo sobre novas tecnologias e combustíveis não poluentes. Mas será que Tony Blair teria mais sucesso se o presidente americano fosse outro? De novo Peter Blake: "Penso que neste momento, francamente, o primeiro-ministro Blair não poderia ter um presidente republicano que lhe fosse mais simpático. George Bush deve muito a Tony Blair. Ele tem um grande afecto e é um grande apoiante do primeiro-ministro britânico, especialmente sabendo que o apoio à guerra do Iraque custou a Tony Blair parte da sua maioria no parlamento. Por isso, Tony Blair não podia encontrar nenhum presidente republicano tão disposto a ouvi-lo como Bush" |
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