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'Plano África' defende duplicação do auxílio | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório da 'comissão África' a ser divulgado hoje, em Londres, deverá pedir a duplicação do montante internacional de auxílio ao continente. A comissão, criada pela Grã-Bretanha, pretende impulsionar o combate global à pobreza e ajudar a promover o desenvolvimento em África. Espera-se que o relatório a ser divulgado hoje pelo primeiro-ministro Tony Blair venha a advertir para o atraso que os países africanos estão a registar em relação ao resto do mundo. Ajuda adicional O documento irá propôr que 25 mil milhões de dólares adicionais sejam investidos nos próximos cinco anos. A 'comissão África', inspirada pelo artista rock, Bob Geldof, integra 17 membros, entre personalidades britânicas e africanas e foi investida por Tony Blair no ano passado. As conclusões que hoje serão tornadas públicas estão a ser antecipadamente encaradas como peça-chave da estratégia britânica de atrair apoios ao desenvolvimento africano durante a sua presidência do grupo das oito nações mais industrializadas do mundo. Londres quer persuadir os outros membros do G8 a adoptarem as conclusões da comissão como plano de acção. Cepticismo Os advogados da iniciativa apresentam-na como o ponto de partida de uma nova parceria entre o Ocidente e a África, mas vozes cépticas já se fizeram ouvir. Em princípios da semana, a primeira-ministra moçambicana, Luísa Diogo, disse por exemplo que para abranger todo o continente, o plano iria ser demasiado generalista. Consequentemente, Luísa Diogo considerou que não iria ter em conta as necessidades individuais de cada país. Um analista da BBC para questões africanas diz que o cumprimento dos compromissos pela Grã-Bretanha ou a persuasão dos restantes membros do G8 representará um sério teste. |
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