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PM de Moçambique critica Comissão para África | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A primeira-ministra de Moçambique pensa que a Comissão para África de Tony Blair poderá não ser capaz de ir ao encontro das necessidades individuais das nações africanas. Em declarações à BBC, Luísa Diogo disse que a comissão, que vai publicar o seu programa na próxima semana, não pode implementar uma solução de "tamanho único" em África. O continente africano é o mais pobre do mundo, com metade da população a viver em pobreza absoluta. Moçambique pode ser visto como um caso de teste para a Comissão. Acções específicas O país teve alguns sucessos económicos nos últimos 10 anos e, numa visita em Janeiro, o chanceler Gordon Brown disse que o Reino Unido iria cancelar a dívida total do país, avaliada em 154 milhões de dólares. Mas a primeira-ministra Luísa Diogo diz que o país tem condições especiais que têm de ser levadas em consideração pela comunidade internacional. "A nossa preocupação é que não é fácil ter uma recomendação para todos os países em África", disse à BBC. "E penso que o relatório da Comissão para África poderá ser um pouco generalista, porque não é fácil pôr todas as preocupações e especificações para cada país num só relatório". Em particular, a primeira-ministra está preocupada com um dos sectores mais importantes do país - a indústria do açúcar. Luísa Diogo afirma ser necessário um tratamento específico em relação às tarifas aduaneiras e o acesso aos mercados. Até agora Moçambique apenas consegue exportar quantidades limitadas de açúcar para a União Europeia. De qualquer modo Luísa Diogo ainda acredita que a iniciativa pode fazer uma diferença significativa em África. |
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