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Última actualização: 03 Junho, 2005 - Publicado em 21:09 GMT
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EUA contra plano britânico para África
Nelson Mandela e Gordon Brown
Nelson Mandela é aliado de Brown no plano da dívida
Os Estados Unidos da América manifestaram oposição ao plano da Grã-Bretanha para o cancelamento da dívida dos países africanos.

Antecipando a cimeira do G8, o presidente norte-americano, George W. Bush foi claro ao afirmar que determinados aspectos do plano não têm cabimento no processo orçamental dos Estados Unidos.

O problema é que os norte-americanos estão preocupados com a proposta de se financiar o alívio da dívida através da venda de reservas em ouro do Fundo Monetário Internacional.

Cancelamento

O principal promotor do plano, o ministro britânico das Finanças, Gordon Brown, aposta no cancelamento da dívida a 100%.

Falando em Edinburgo, a capital escocesa que vai acolher em princípios de Julho a cimeira do grupo das oito nações mais industrializadas, Gordon Brown defendeu o alívio da divida a 100%.

 'No próximo mês, iremos propôr e tentar obter um acordo internacional com vista ao alívio da dívida a 100%'.
Gordon Brown, ministro britânico das Finanças

'No próximo mês, iremos propôr e tentar obter um acordo internacional com vista ao alívio da dívida a 100%'.

Libertação

Para o ministro, isto libertaria ' os países pobres do fardo da dívida contraída junto de organizações como o Banco Mundial, o Banco Africano de desenvolvimento e o FMI'.

O ministro britânico defende ainda a criação de um mecanismo financeiro para suportar programas de imunização no continente africano e a duplicação do montante da ajuda para 80 biliões de dólares em 2010.

Contudo, os norte-americanos opõem-se à proposta venda de reservas em ouro do Fundo Monetário Internacional para financiar os planos de cancelamento da dívida.

O Japão, a Alemanha e a Itália também exprimiram reservas.

Confrontação

A posição dos Estados Unidos prenuncia uma confrontação entre o presidente Bush e o primeiro-ministro britânico e seu aliado, Tony Blair.

A posição dos Estados Unidos prenuncia uma confrontação entre o presidente Bush e o primeiro-ministro britânico e seu aliado, Tony Blair.

A Grã-Bretanha diz que 2005 será um ano vital para a África.

Objectivo Milénio

Londres sustenta que sem um reforço significativo de verbas, não será cumprido o plano das Nações Unidas intitulado " Objectivo milénio" que pretende reduzir os índices de pobreza para metade até 2015.

Uma subida dos preços do ouro reforçou o valor da reserva e Londres quer utilizar o excedente.

A ideia desagrada a Washington e merece igualmente reservas do Japão, da Alemanha e de Itália.

Analistas dizem ser provável que os britãnicos venham a avançar com o plano apesar da oposição norte-americana.

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