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EUA contra plano britânico para África | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos da América manifestaram oposição ao plano da Grã-Bretanha para o cancelamento da dívida dos países africanos. Antecipando a cimeira do G8, o presidente norte-americano, George W. Bush foi claro ao afirmar que determinados aspectos do plano não têm cabimento no processo orçamental dos Estados Unidos. O problema é que os norte-americanos estão preocupados com a proposta de se financiar o alívio da dívida através da venda de reservas em ouro do Fundo Monetário Internacional. Cancelamento O principal promotor do plano, o ministro britânico das Finanças, Gordon Brown, aposta no cancelamento da dívida a 100%. Falando em Edinburgo, a capital escocesa que vai acolher em princípios de Julho a cimeira do grupo das oito nações mais industrializadas, Gordon Brown defendeu o alívio da divida a 100%. 'No próximo mês, iremos propôr e tentar obter um acordo internacional com vista ao alívio da dívida a 100%'. Libertação Para o ministro, isto libertaria ' os países pobres do fardo da dívida contraída junto de organizações como o Banco Mundial, o Banco Africano de desenvolvimento e o FMI'. O ministro britânico defende ainda a criação de um mecanismo financeiro para suportar programas de imunização no continente africano e a duplicação do montante da ajuda para 80 biliões de dólares em 2010. Contudo, os norte-americanos opõem-se à proposta venda de reservas em ouro do Fundo Monetário Internacional para financiar os planos de cancelamento da dívida. O Japão, a Alemanha e a Itália também exprimiram reservas. Confrontação A posição dos Estados Unidos prenuncia uma confrontação entre o presidente Bush e o primeiro-ministro britânico e seu aliado, Tony Blair. A posição dos Estados Unidos prenuncia uma confrontação entre o presidente Bush e o primeiro-ministro britânico e seu aliado, Tony Blair. A Grã-Bretanha diz que 2005 será um ano vital para a África. Objectivo Milénio Londres sustenta que sem um reforço significativo de verbas, não será cumprido o plano das Nações Unidas intitulado " Objectivo milénio" que pretende reduzir os índices de pobreza para metade até 2015. Uma subida dos preços do ouro reforçou o valor da reserva e Londres quer utilizar o excedente. A ideia desagrada a Washington e merece igualmente reservas do Japão, da Alemanha e de Itália. Analistas dizem ser provável que os britãnicos venham a avançar com o plano apesar da oposição norte-americana. |
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