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Última actualização: 30 Junho, 2005 - Publicado em 04:54 GMT
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Bush apresenta 'Plano Africano' da sua Administração
George W. Bush
O Presidente George W. Bush vai apresentar hoje em Washington as suas 'prioridades africanas' para a cimeira das oito nações mais industrializadas do mundo, que se realiza na próxima semana na localidade escocesa de Gleneagles.

O Presidente norte-americano já manifestou o seu apoio às propostas do Primeiro-Ministro Tony Blair para o perdão das dívidas contraídas pelos países mais pobres de África junto de instituições como o Banco Mundial e o FMI.

Hoje ele vai anunciar um "pacote em três frentes" - para combater a malária, financiar escolas e promover os interesses das mulheres africanas.

Contudo, George W. Bush rejeitou apelos para que os Estados Unidos dupliquem o seu orçamento de ajuda a África. O Presidente norte-americano continua a ser pressionado no sentido de fazer mais.

África prioritária

Bush rejeita quaisquer sugestões de que ignorou as necessidades africanas. Ele alega orgulhosamente que a sua Administração transformou a luta contra a pobreza numa importante prioridade.

Ele refere a triplicação do orçamento de ajuda dos Estados Unidos para a África sub-Sahariana e o programa de combate ao HIV/SIDA, orçado em 15 biliões de dólares.

Mas quando recebeu Tony Blair na Casa Branca no início de Junho, Bush parecia estar na defensiva.

Comércio e boa governação

Ele rejeitou apelos para a duplicação do orçamento de ajuda norte-americana, insistindo que o comércio e a boa governação - e não a ajuda - eram as melhores maneiras de lidar com a pobreza.

"Ninguém quer dar dinheiro a um país que é corrupto, onde os líderes enchem os seus próprios bolsos. Nenhuma nação desenvolvida vai apoiar um governo que não cuida do seu próprio povo. Não estamos interessados em apoiar governos que não têm economias e mercados abertos".

A promessa do Presidente Bush de adicionais 674 milhões de dólares para lidar com a fome em África é vista como uma gota no oceano.

Apelo à generosidade

Paul Wolfowitz - o antigo Secretário-Adjunto da Defesa dos Estados Unidos, que agora preside o Banco Mundial - pediu às autoridades norte-americanas que sejam mais generosas nas suas doações.

Quando a ajuda humanitária norte-americana é comparada, em termos percentuais, com o seu Produto Interno Bruto, os EUA vêm muito atrás da maioria das nações ricas.

Mas Nicholas Burns, o sub-Secretário de Estado norte-americano, diz que o seu país não deve ser julgado apenas pelos seus donativos públicos.

"A preponderância da assistência norte-americana a África vem também de companhias que criam empregos, que reduzem as barreiras comerciais, ONG's como a Fundação Gates. Esta Fundação está a fazer mais do que a maioria dos governos para aliviar as doenças em África. É por aí que devemos medir a nossa ajuda e não através de números simplistas".

Pressões internas

Contudo, o Presidente George W. Bush está sob pressão para que faça mais.

Estrelas norte-americanas dos mundos do cinema e da música juntaram-se à campanha ONE, que pede aos EUA que doe 1% do seu orçamento para combater a pobreza e a SIDA no mundo.

Também grupos cristãos querem ver um maior engajamento. Bush ainda não fez o suficiente para satisfazer muitos dos seus próprios apoiantes.

Numa entrevista exclusiva ao jornal britânico, The Times, o Presidente norte-americano disse que está pronto a prometer mais recursos para África, mas apenas para os países que "ponham as suas casas em ordem".

"Vamos fazer mais algumas promessas. O nosso contributo tem sido significativo e haverá ainda um maior engajamento".

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