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Banco Mundial quer mais ajuda dos EUA para África | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, apelou a um incremento da ajuda norte-americana a África. O apelo foi feito no final da sua primeira visita ao continente. No espaço de seis dias, Wolfowitz visitou o Burkina Faso, o Rwanda, a Nigéria e a África do Sul. Ele foi até muito recentemente Secretário-Adjunto da Defesa e um colaborador próximo do Presidente Bush, e disse que estava preparado para pressionar a Administração norte-americana a incrementar consideravelmente os níveis da sua ajuda a África. "Gostaria de ver níveis mais altos de assistência norte-americana para África - não interessa por que meios. Penso que existem grandes lobbies políticos nos Estados Unidos, dos dois lados do espectro político. Acredito que esses lobbies podem ser mobilizados para apoiar esta ideia". Transparência Mas Paul Wolfowitz disse também que o dinheiro precisa de vir de doadores privados. Disse que o incremento da ajuda devia ser ligado ao desempenho dos países recipientes e a melhorias na transparência porque grandes quantidades de dinheiro haviam ido parar aos bolsos de governantes corruptos. Entretanto, sete líderes africanos, reunidos ontem na capital nigeriana apelaram ao cancelamento das dívidas de todos os países do continente. Dívidas multilaterais Numa declaração formal, os Presidentes da Nigéria, da Argélia, do Ghana, do Rwanda, da Serra Leoa e da África do Sul e a Primeira-Ministra de Moçambique, fizeram saber que passos nesse sentido deveriam ser dados pela cimeira das oito nações mais industrializadas do mundo - ou G8 - que se reúne em Julho em Gleneagles, na Escócia. Há pouco mais de uma semana os Ministros das Finanças do G8 chegaram a um acordo para o cancelamento imediato de todas as dívidas multilaterais de 18 países - 14 deles africanos - num montante global de 40 mil milhões de dólares. |
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