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Bush e Blair perto de acordo para África | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Presidente Bush e o primeiro ministro britânico Tony Blair, anunciaram estar quase a chegar a um acordo para cancelar a dívida dos países africanos mais pobres. Blair e Bush estão a propor o cancelamento de 100 por cento das dívidas de 32 países, com a condição de estes combaterem a corrupção e progredirem no campo das reformas económicas. Este plano deverá ser apresentado aos líderes das nações mais industrializadas na Cimeira do G8 do próximo mês, na Escócia. O apoio americano seria crucial para o plano britânico de combate à pobreza em África, centrado em três vertentes: alívio da dívida, incremento da ajuda e trocas comerciais mais justas. George Bush já se opôs aos planos do ministro britânico das Finanças, Gordon Brown, para a criação de um mecanismo financeiro internacional para ajudar no pagamento da dívida e suportar programas de vacinação em África. Bush disse que o esquema não se enquadra nos procedimentos orçamentais de Washington, mas anunciou a disponibilização de um fundo de ajuda no valor de 674 milhões de dólares americanos. Críticas Agências humanitárias reagiram já ao gesto americano descrevendo-o como uma gota de água no oceano. Jonathan Glennie da agência humanitária britânica Christian Aid reagiu dizendo: " se isto representa a resposta de Bush à crise em África, achamos que ele não é sério no que respeita ao alívio da pobreza no continente". Os 674 milhões de dólares destinar-se-ão sobretudo a países ameaçados pela fome, como a Etiópia e a Eritreia e a satisfazer necessidades humanitárias de outros países africanos. O montante é parte de um orçamento já anunciado mas que ainda não for a atribuído a nenhum país. Cancelamento da dívida Os Estados Unidos recusaram-se igualmente a dar 0.7% do seu rendimento nacional, um compromisso a longo-prazo que Tony Blair tenciona obter das oito nações mais industrializadas quando os líderes se reunirem em princípios de Julho em Edinburgo, na Escócia. Jeffrey Sacks, o director do programa das Nações Unidas Millenium Project, concebido para reduzir os níveis de probreza no mundo, aconselhou os líderes africanos a não pagarem as suas dívidas. "Há muito dinheiro no meu país. Há mais dinheiro no meu país do que formas de o utilizar... A minha opinião é que os líderes africanos deveriam suspender unilateralmente o pagamento da dívida já". O conehcido economista sublinhou ainda: "Trata-se de escolher entre os vossos filhos ou a dívida". Jeffrey Sachs também defendeu não haver mais tempo para negociações, e que as acções dos países mais ricos eram irresponsáveis. |
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