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Última actualização: 11 Junho, 2005 - Publicado em 21:28 GMT
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G8 perdoa dívida de 18 países pobres
Países Africanos entre os mais devedores
Dívida perdoada a 18 dos países mais pobres
O acordo obtido durante a cimeira do G8 no Reino Unido vai disponibilizar 55 mil milhões de dólares. Este valor permitirá que, de forma quase imediata, 18 dos países mais pobres do mundo vejam a sua dívida externa totalmente saldada. A maior parte destes países está em África.

O ministro britânico, Gordon Brown, fez o anúncio daquele que considera ser a acordo que representa a mais profunda discussão sobre assuntos relacionados com a dívida, o desenvolvimento e a saúde dos países mais pobres.

Acordo pouco pacífico

A discussão não foi absolutamente pacífica, com alguns países a mostrarem reservas em relação à forma como o dinheiro do pagamento da dívida vai ser canalizado e em relação ao investimento que isso representa num momento em que a economia mundial atravessa uma crise.

A Alemanha foi um dos países mais críticos. Mas, de acordo com Caio Kch-Weser, Ministro das Finanças alemão, não foi o único: "Parecia que o Reino Unido estava em desvantagem porque as preocupações sobre o financiamento, sobre as contribuições dos Estados-Unidos, foram partilhadas pelo Japão. sobretudo, o Japão foi muito duro, mas também pela França, pela Itália e também pelo Canadá. "

As reservas do ministro alemão e de outros países do G8 não impediram, no entanto, o acordo final. A decisão do grupo dos mais ricos do mundo mereceu o aplauso de vários grupos que, nos últimos anos têm feito campanha pelo perdão da dívida externa dos países mais pobres.

A reacção africana

Em áfrica a decisão foi, de uma forma geral saudada com optimismo. Mas há caso complexos por resolver. A Nigéria, por exemplo, não está incluída neste plano, apesar de ser o país mais populoso de África e o mais endividado também.

Décadas de governação incompetente e corrupta, em geral sob domínio militar, deixaram o país com uma herança pesada. A actual administração estima que sejam necessários pagar 3 mil milhões de dólares por ano para conseguir atenuar a dívida.

A Nigéria, tal como o Quénia ou o Sudão, não está entre os beneficiários do plano porque não faz parte do esquema em que está baseado o actual acordo: a iniciativa para países pobres altamente endividados. O país, apesar de ser o país mais endividado, não é considerado pobre, em grande parte por causa da riqueza proveniente do petróleo.

Promessas de Brown

O responsável pela política financeira do governo Britânico, Gordon Brown, assegura que os países mais ricos estão empenhados em encontrar uma solução "justa e sustentável" para os 35 mil milhões de dólares de dívida do gigante africano.

A maior parte da dívida do país não é para com organizações como o Banco Mundial ou o FMI, fundo Monetário Internacional, mas sim com os países credores ocidentais, denominados como o clube de Paris. Brown admite que a Nigéria "é um país chave para a prosperidade de todo o continente africano".

Apesar do optimismo e das promessas do ministro britânico, muitos parlamentares nigerianos têm defendido um total cancelamento dos pagamentos da dívida, que consideram uma forma moderna de escravatura.

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