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Última actualização: 24 Dezembro, 2004 - Publicado em 00:22 GMT
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Guiné-Bissau preocupa Nações Unidas
Henrique Rosa, presidente interino da Guiné-Bissau
Revolta de Outubro perturbou esforços de Henrique Rosa, segundo Kofi Annan
O Conselho de Segurança manifestou esta quarta-feira profunda preocupação com a fragilidade da transição política na Guiné-Bissau na sequência da revolta militar em Outubro, e apelou à reconciliação nacional e eleições presidenciais livres e transparentes.

Numa resolução adoptada por unanimidade para prolongar a missão de construção da paz da ONU na Guiné-Bissau por um ano, o Conselho notou que "repetidos actos de instabilidade e agitação" ameaçam a transição política e os esforços para melhorar as condições de vida dos 1 milhão e 300 mil habitantes do país.

O Conselho exortou o governo "a íntensificar o diálogo político e a manter relações contrutivas entre civis e militares, como um caminho a seguir".

Soldados revoltaram-se repetidamente contra as autoridades civis durante a última década na antiga colónia portuguesa que é um dos países mais pobres do mundo.

Diálogo

O general Veríssimo Seabra, o chefe do exército, foi morto por soldados revoltosos que pegaram em armas no dia 6 de Outubro, exigindo melhores condições de vida e o pagamento de salários atrasados de uma missão de paz na Libéria.

Guiné-Bissau

As Nações Unidas têm uma pequena missão de construção da paz no país desde Março de 1999, com menos de 15 pessoas.

A resolução apela à missão para apoiar os esforços para a intensificação do diálogo político, promoção da reconciliação nacional, prestar assistência ás eleições, encorajar reformar do governo e trabalhar para evitar futuros conflitos.

Num relatório recente ao Conselho de Segurança, o secretário-geral, Kofi Annan, disse que antes do motim de Outubro, a situação política na Guiné-Bissau "mostrava sinais de progresso", citando os vigorosos esforços do presidente interino, Henrique Pereira Rosa, depois das eleições legislativas em março.

Reforma militar

Eles incluem a restauração do poder constitucional, a revitalização das componentes executiva, legislativa e judicial do governo, a instituição de reformas fiscais e governamentais, e o estabelecimento de uma nova Comissão Nacional de Eleições para organizar eleições presidenciais, marcadas para 2005, e outros actos eleitorais.

verissimo Seabra à esquerda, com Kumba Yalá
O golpe de 6 de Outubro resultou na morte do general Seabra (à esq.)

O Conselho de Segurança exortou fortemente o governo, autoridades militares e outras partes concernentes" a concordar o mais rápido possível num plano nacional para a reforma do sector de segurança, em particular a reforma militar".

O Conselho solicitou assistência à comunidade internacional para ajudar a Guiné-Bissau a enfrentar as suas necessidades imediatas e os desafios estruturais.

O Conselho sublinhou a importância da promoção do papel da lei e apelou à Assembleia Nacional, que está a discutir a questão da amnistia para todos os envolvidos em intervenções militares desde 1980, "a ter em conta os princípios de justiça e luta contra a impunidade".

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