|
CEDEAO apoia forças armadas na Guiné Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental - CEDEAO, vai instalar em Bissau um gabinete de assistência técnica com o objectivo de apoiar a reestruturação das forças armadas e da administração pública guineenses. A reestruturação das forças armadas guineenses consta no pacote das decisões Savané chefiou uma delegação conjunta da CEDEAO e da União Africana à capital guineense - a terceira visita em duas semanas em busca de soluções para a crise provocada pelo levantamento militar de 6 de Outubro. A reestruturação do sector castrense consta no memorando assinado no passado dia 10 pelo governo e os militares revoltosos. Não há qualquer indicação sobre a amplitude deste reestruturação, mas para já, é vista como uma condição preventiva de futuras sublevações militares no país. "Este gabinete vai preparar a reestruturação necessária nas forças armadas e na administração pública, para permitir que a Guiné Bissau funcione em condições normais e duráveis" - disse o ministro senegalês da Indústria, Landing Savané. Adiantou que "a Guiné Bissau precisa de estabilidade de forma a poder receber apoio internacional, indispensável para sanar as várias situações de crise por que tem passado." Pagamentos O ministro senegalês revelou que vão ser desbloqueados brevemente os fundos para o pagamentos dos salários dos militares que serviram na missão de paz das Nações Unidas na Libéria. Disse também que o presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, tinha concedido uma ajuda financeira às autoridades de Bissau, para fazer face à crise. Mas não mencionou números.
A missão diplomática conjunta da CEDEAO e da União Africana integrava ainda os ministros dos Negócios Estrangeiros da Gâmbia, Gana e Nigéria. No terreno estão já três peritos militares da CPLP, Comunidade dos Países Africanos de Língua Portuguesa, a fazer o levantamento geral das forças armadas guineenses. A equipa, constituída por oficiais superiores do Brasil, Cabo Verde e Portugal, traduz um compromisso assumido pela CPLP, na sequência da revolta militar na Guiné Bissau. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||