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Revoltosos em Bissau apresentam reivindicações | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na Guiné Bissau, o Presidente interino Henrique Pereira Rosa, falou pela primeira vez em público, desde o início da crise militar. Rosa manifestação compreensão pelo facto dos soldados viverem em más condições, mas frisou que a forma como apresentaram as suas reinvindicações era errada. O Presidente guineense, adiantou ainda que os militares revoltosos lhe garantiram não desejar mudar a ordem constitucional, mas apenas obter o que consideram seu direito. A meio da tarde de quinta feira, os soldados amotinados apresentaram, em comunicado, as suas reinvindicações. Negociações Afirmam que "o governo deve resolver os problemas que colocaram nas negociações de quarta-feira". Os revoltosos reclamam o pagamento dos salários em atraso, de pensões às familíais dos soldados que morreram na Libéria, assim como a melhoria das condições de vida nos quartéis. No mesmo documento, os soldados denunciam ainda a corrupção a nível da alta hierarquia militar e o clientelismo na atribuição de patentes militares. De Bissau, confirma-se a morte do chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general Veríssimo Correia Seabra, na sequência de uma revolta de militares que teve início às primeiras horas de quarta-feira. Os revoltosos mataram também o coronel Domingos de Barros, responsável pelo Departamento de Recursos Humanos do Exército e que chefiava os Serviços de Informações Militares. Militares desaparecidos O vice-Chefe de Estado Maior General, Major-General Emílio Costa, não foi encontrado, apesar de duas investidas dos revoltosos contra a sua residência, na noite de quarta feira. O chefe do exército, General Watna Na Lai, da Força Aèrea, Comodoro Melcíades Fernandes, da Marinha, Contra-Almirante Quirino Spencer, assim como outros oficiais estão igualmente dados como desaparecidos. Os corpos dos oficiais superiores assassinados estão neste momento na morgue de Bissau. Informações não confirmadas indicam que o PAIGV, o partido no poder, propôs a realização de funerais de Estado no próximo Domingo. Uma delegação da CPLP chefiada pelo ministro dos Negócios estrangeiros de Timor-Leste, José Ramos Horta, desloca-se amanhã a Bissau, tendo solicitado a possibilidade de ver os corpos das vítimas dos amotinados. A delegação integra também o ministro santomense dos Negócios Estrangeiros de S.Tomé e Príncipe, Ovídio Pequeno e de Cabo Verde, Vítor Borges. As circunstâncias que rodeiam a sublevação estão estão ainda por esclarecer. Algumas fontes referem-se a uma "tentativa de golpe de estado" a coberto da reinvindicação do pagamento de subsídios em atraso. O general Veríssimo Correia Seabra liderou o golpe de estado que há cerca de um ano derrubou o antigo presidente Kumba Yalá. |
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