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Soldados amotinam-se em Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Bissau voltou a acordar assustada hoje, quando um grupo de soldados iniciou um movimento de protesto, a exigir o pagamento de subsídios em atraso. Os fundos para o pagamento reivindicado são disponibilizados pela ONU. Segundo o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, só serão disponibilizados a partir deste mês. Os soldados, membros do batalhão guineense que participou numa missão de paz na Libéria, no ano passado, armados com espingardas automáticas e lança-granadas, ocuparam vários pontos estratégicos da capital guineense. Segundo notícias a que a BBC teve acesso, o chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, general Veríssimo Correia Seabra, estaria detido no quartel da Marinha de Guerra, assim como o chefe do Departamento de Recursos Humanos, general Domingos Barros. Feridos Os soldados amontinados, tentaram ainda prender o comandante do exército, General Watna na Laie, que reagiu, ferindo um deles, conseguindo depois fugir. Não há informações de vítimas mortais. Desconhece-se neste momento, o paradeiro dos comandantes da Marinha, almirante Quirino Spencer e da Força Aérea, Manuel Fernandes. Estão em curso negociações para a sua libertação, assim como para escutar e procurar resolver as queixas dos revoltosos. O novo representante especial do secretário-geral da ONU em Bissau, o moçambicano João Bernardo Honwana, manteve reuniões com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Soares Sambú. Armas na mão O primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, disse ser inaceitável que se façam reinvindicações, com armas na mão. Carlos Gomes, sem os identificar, disse que alguns políticos estão por detrás dos militares. O chefe do governo guineense disse acreditar ter havido má informação ou falta de informação relativamente aos pagamentos reivindicados. Em causa estão cinco dos nove meses que durou a missão na Libéria. Carlos Gomes mostrou á imprensa a carta que o governo recebeu das Nações Unidas onde está claramente expresso que a transferência da verba em atraso será feita no mês de Outubro. "O dinheiro não entrou, o estado não pode pagar", disse Gomes Junior. |
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