BBCParaAfrica.comNews image
Brasil
Espanhol
Francês
Swahili
Somali
Inglês
Outras línguas
Última actualização: 06 Outubro, 2004 - Publicado em 16:41 GMT
E-mail um amigoVersão para imprimir
Soldados amotinam-se em Bissau

Primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Junior
O primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Junior, diz que a ONU só vai pagar este mês
Bissau voltou a acordar assustada hoje, quando um grupo de soldados iniciou um movimento de protesto, a exigir o pagamento de subsídios em atraso.

Os fundos para o pagamento reivindicado são disponibilizados pela ONU. Segundo o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, só serão disponibilizados a partir deste mês.

Os soldados, membros do batalhão guineense que participou numa missão de paz na Libéria, no ano passado, armados com espingardas automáticas e lança-granadas, ocuparam vários pontos estratégicos da capital guineense.

Segundo notícias a que a BBC teve acesso, o chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, general Veríssimo Correia Seabra, estaria detido no quartel da Marinha de Guerra, assim como o chefe do Departamento de Recursos Humanos, general Domingos Barros.

Feridos

Os soldados amontinados, tentaram ainda prender o comandante do exército, General Watna na Laie, que reagiu, ferindo um deles, conseguindo depois fugir. Não há informações de vítimas mortais.

Desconhece-se neste momento, o paradeiro dos comandantes da Marinha, almirante Quirino Spencer e da Força Aérea, Manuel Fernandes.

Estão em curso negociações para a sua libertação, assim como para escutar e procurar resolver as queixas dos revoltosos.

O novo representante especial do secretário-geral da ONU em Bissau, o moçambicano João Bernardo Honwana, manteve reuniões com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Soares Sambú.

Armas na mão

O primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, disse ser inaceitável que se façam reinvindicações, com armas na mão.

Carlos Gomes, sem os identificar, disse que alguns políticos estão por detrás dos militares.

O chefe do governo guineense disse acreditar ter havido má informação ou falta de informação relativamente aos pagamentos reivindicados.

Em causa estão cinco dos nove meses que durou a missão na Libéria.

Carlos Gomes mostrou á imprensa a carta que o governo recebeu das Nações Unidas onde está claramente expresso que a transferência da verba em atraso será feita no mês de Outubro.

"O dinheiro não entrou, o estado não pode pagar", disse Gomes Junior.

LINKS EXTERNOS
A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
E-mail um amigoVersão para imprimir
BBC Copyright Logo
^^ De volta ao topo
Arquivo
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>