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País: Guiné-Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Considerado em tempos como um potencial modelo para o desenvolvimento do Terceiro Mundo, a Guiné-Bissau é agora um dos países mais pobres do mundo. As condições de saúde e os índices de mortalidade infantil, a esperança de vida e a literacia são fracos mesmo pelos padrões da África Ocidental. A acrescentar a isto, o país passou por uma amarga guerra civil nos finais dos anos 1990 em que milhares foram mortos, feridos e deslocados. BREVE HISTÓRIA A Guiné-Bissau conquistou a idnependência de Portugal em 1974 depois de uma longa luta conduzida pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de esquerda. Durantes os seis anos que se seguiram à independência o líder Luís Cabral presidiu a uma economia planificada. Em 1980 foi derrubado pelo seu chefe do exército, João Bernardo Vieira, que o acusou de corrupção e má gestão. Vieira dirigiu o país para uma economia de mercado e um sistema multipartidário, mas foi acusado de corrupção e autocracia. Em 1994 foi eleito presidente nas primeiras eleições livres da Guiné-Bissau. Quatro anos mais tarde foi derrubado depois de demitir o chefe do exército, provocando assim uma grave guerra civil. A guerra eventualmete terminou depois de uma mediação estrangeira ter levado a uma trégua, vigiada pelos observadores de paz da África Ocidental, e a eleições livres em Janeiro de 2000. Kumba Yalá venceu as eleições e herdou um país com uma dívida externa maciça e uma economia que assenta pesadamente na ajuda externa. Ele foi derrubado num golpe sem sangue em Setembro de 2003. FACTS
LÍDERES Presidente interino: Henrique Rosa Henrique Rosa foi escolhido pelas autoridades militares para ser o chefe de Estado até que se possam realizar novas eleições depois do golpe que depôs Kumba Yalá em Setembro de 2003. Empresário, cujo único envolvimento anterior na política tinha sido a presidência da Comissão Nacional de Eleições nas primeiras eleições livres em 1994, foi com alguma relutância inicial quie Rosa aceitou o cargo de presidente interino. Ele foi convencido a assumir o posto pelo bispo católico de Bissau, José Camnaté, que chefiacva a comissão nomeada pelos militares para ajudar a estabelecer um governo civil de gestão. Contrariamente a Kumba Yalá e ao grosso das forças armadas da Guiné-Bissau que pertencem ao grupo étnico balanta, Rosa é de raça mista - um trunfo possível nos esforços para unir o país durante o período pós-golpe. Rosa disse pouco depois de assumir o cargo que esperava ser um "garante da justiça, liberdade e paz" para o povo da Guiné-Bissau. MEDIA Os media estatais praticam a auto-censura e raramente põem em causa ou criticam as políticas do governo. Um pequeno número de estações de rádio privadas operam, a juntar à rádio nacional estatal. Há alguns jornais privados, mas a falta de um cenário vibrante de media independentes poderá dever-se mais a constrangimentos financeiros do que à interferência do governo. A pressão económica sobre os jornais é elevada devido aos custos de impressão na Imprensa Nacional. Press No Pintcha - jornal estatal Televisão Rádio Televisão da Guiné-Bissau (RTGB) - estatal, a única estação TV do país Rádio Rádio Nacional - emissora nacional |
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