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Angola | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Angola esteve mergulhada em guerra civil durante virtualmente um quarto de século desde a sua independência. Mas a morte de um líder veterano rebelde em 2002 anunciou o fim do conflito e reacendeu as esperanças numa paz duradoura. Embora seja um produtor de petróleo em expansão - neste momento um dos oito maiores fornecedores dos Estados Unidos - Angola é um dos países mais pobres do mundo onde a esperança de vida está entre as mais baixas do continente. BREVE HISTÓRIA O governante Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e o grupo rebelde UNITA eram rivais mesmo antes do país ter conquistado a independência de Portugal em 1975. A União Soviética e Cuba apoiavam o então marxista MPLA, enquanto os Estados Unidos e a África do Sul dominada pela minoria branca apoiavam a UNITA como um baluarte contra os interesses da União Soviética em África. Depois de 16 anos de conflito que provocou a morte de 300 mil pessoas, um acordo de paz, em Lusaka, possibilitou a realização de eleições. Mas a UNITA rejeitou os resultados e recomeçou a guerra, em que centenas de milhares mais foram mortos. Um outro acordo de paz foi assinado em 1994, depois do que a ONU enviou observadores de paz. Mas a situação piorou de novo e em 1999 os observadores de paz retiraram-se, deixando atrás de si um país rico em recursos naturais mas inundado de minas anti-pessoais e ruínas de guerra. A relação entre a guerra civil e o comércio ilegal de diamantes -- ou "diamantes de sangue" - provocou a preocupação internacional. A ONU impôs um congelamento das contas bancárias usadas para comercializar as gemas. A morte do líder da UNITA, Jonas Savimbi, numa troca de tiros com as forças governamentais em Fevereiro de 2002 abriu novas perspectivas de paz. O exército angolano e os rebeldes da UNITA assinaram um cessar-fogo formal em Luanda em Abril de 2002 para pôr fim a 27 anos de conflito. FACTOS
Presidente: José Eduardo dos Santos José Eduardo dos Santos tornou-se presidente com a idade de 37 anos, substituindo o primeiro presidente do país, Agostinho Neto, quando ele morreu em 1979.
Nascido em 1942, alistou-se no exército de guerrilha do MPLA com a idade de 19 anos. Na antiga União Soviética formou-se em engenharia de petróleos e telecomunicações de radar. Ocupou postos ministeriais antes de se tornar presidente. Nas eleições presidenciais de 1992, por uma margem mínima, ele bateu o líder da Unita, Jonas Savimbi, que rejeitou os resultados e recomeçou a sua guerra de guerrilha. Dos Santos disse em 2003 que seria improvável que concorresse às eleições gerais previstas para 2004 ou 2005.
MEDIA Os media controlados pelo governo são predominantes. A única agência noticiosa de Angola, ANGOP, e o único jornal diário, Jornal de Angola, são estatais e publicam poucas críticas ao governo. A constituição garante a liberdade de expressão mas o governo nem sempre respeita isto e os poucos órgtãos independentes continuam a ser atacados, perseguidos e ameaçados. No entanto, vários jornais idnependentes e estações de rádio privadas passaram a adoptar posições cada vez mais críticas em relação ao governo. Serviços de televisão pagos são operados pela Multichoice Angola, e incluem canais em língua portuguesa. A imprensa
Televisão
Rádio
Agência de Notícias Governo
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