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Última actualização: 06 Outubro, 2004 - Publicado em 15:15 GMT
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Soldados protestam na Guiné-Bissau
Henrique Rosa, presidente interino da Guiné-Bissau
Henrique Rosa, presidente interino da Guiné-Bissau, esteve a trabalhar como normalmente no seu gabinete
Centenas de soldados saíram à rua na capital da Guiné-Bissau para protestar contra o não pagamento de salários.

Às primeiras horas da amanhã, soldados cercaram o quartel-general do exército e foram ouvidos tiros, mas o correspondente da BBCPara Africa em Bissau, Salvador Gomes, diz que a situação na capital é calma.

O primeiro-ministro Carlos Gomes disse acreditar que os autores do protesto tinham regressado recentemente de uma missão de manutenção da paz da ONU na Libéria.

Descrevendo a situação como uma revolta, o primeiro-ministro Carlos Gomes Junior disse que uma delegação do Ministério da Defesa estava reunida com os soldados revoltosos, de acordo com o nosso correspondente, em Bissau, Salvador Gomes.

Negociações

"Não podemos aceitar que sejam feitas exigências com a ponta da espingarda", disse ele.

Igualmente, o primeiro-ministro indicou que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Soares Sambú, reuniu-se com o representante especial de Kofi Annan, o moçambicano João Honwana, recém-chegado a Bissau para ocupar o posto, para tentar resolver o problema.

Os revoltosos, segundo o nosso correspondente, mantêm detido o Chefe de Estado Maior, general Veríssimo Correia Seabra, no quartel general da Marinha, de onde sairam alguns dos amotinados.

Detido também está o chefe da Contra-Inteligência militar, coronel Domingos Barros.

Libéria

Segundo o nosso correspondente em Bissau, o comandante do exército, Utna Nalai, feriu a tiro dois soldados revoltosos quando o tentavam deter.

Soldados da Guiné-Bissau constituiram um contigente de tropas oeste-africanas enviadas para a Libéria em Agosto do ano passado, cuja missão terminou em Junho.

Segundo o nosso correspondente em Bissau, Salvador Gomes, a situação tem estado calma na capital e as escolas e os estabelecimentos comerciais abriram normalmente.

Informações não confirmadas indicam que se desconhece o paradeiro do comandante da Marinha, Quirino Spencer e do chefe da Força Aérea.

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