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Revoltosos em Bissau matam comandantes militares | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
De Bissau, confirma-se a morte do chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general Veríssimo Correia Seabra, na sequência de uma revolta de militares que teve início às primeiras horas de quarta-feira. Os revoltosos mataram também o coronel Domingos de Barros, responsável pelo Departamento de Recursos Humanos do Exército e que chefiava os Serviços de Informações Militares. O chefe do exército, general Watna Na Lai, assim como outros oficiais estão dados como desaparecidos. Os corpos dos oficiais superiores assassinados estão neste momento na morgue de Bissau. Informações não confirmadas indicam que o PAIGV, o partido no poder, propôs a realização de funerais de Estado no próximo Domingo. Uma delegação da CPLP chefiada pelo ministro dos Negócios estrangeiros de Timor-Leste, José Ramos Horta, desloca-se amanhã a Bissau, tendo solicitado a possibilidade de ver os corpos das vítimas dos amotinados. A delegação integra também o ministro santomense dos Negócios Estrangeiros de S.Tomé e Príncipe, Ovídio Pequeno. De acordo com o nosso correspondente em Bissau, durante a noite foi imposto o recolher obrigatório, estando proibida a circulação de viaturas e tendo os militares recebido ordens para regressarem aos quartéis. As circunstâncias que rodeiam a sublevação estão estão ainda por esclarecer. Algumas fontes referem-se a uma "tentativa de golpe de estado" a coberto da reinvindicação do pagamento de subsídios em atraso. O general Veríssimo Correia Seabra liderou o golpe de estado que há cerca de um ano derrubou o antigo presidente Kumba Yalá. |
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