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Missão da CPLP em Bissau para apoiar negociações | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa fez deslocar a Bissau uma missão que integra, entre outros, o seu secretário-executivo, Luís Fonseca, e os chefes das diplomacias santomense, Ovídio Pequeno, e timorense, José Ramos Horta. É mais uma missão de solidariedade da CPLP para com a Guiné-Bissau. Ovídio Pequeno, o ministro dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, dirigiu ao governo guineense e os militares revoltosos, um apelo à moderação. "É evidente que não podemos vir à Guiné-Bissau dizer que viemos negociar. Estamos aqui no quadro da solidariedade que temos para com a Guiné-Bissau". "Vamos tentar obter o máximo de informações por forma a sensibilizar a opinião pública internacional para os problemas que este país tem e encontrarmos formas urgentes para se resolver isto", disse Ovídio Pequeno à sua chegada à capital guineense. O chefe da diplomacia santomense disse igualmente que a missão da CPLP vai permanecer na Guiné-Bissau o tempo que fôr necessário. Funerais Entretanto, realizaram-se, no domingo de manhã, com honras de Estado, as cerimónias fúnebres do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e do Chefe da Divisão dos Recursos Humanos do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Um comunicado da equipa negocial militar confirmou, no sábado, que o General Veríssimo Correia Seabra e o Coronel Domingos de Barros foram as únicas vítimas mortais da revolta de 6 de Outubro. Refúgio O mesmo comunicado revelou que os Chefes do Estado-Maior da Armada, Quirino Spencer, da Força Aérea, Melcíades Fernandes e do Exército, Watna Na Lai, se encontram abrigados em diferentes representações diplomáticas sedeadas em Bissau. Também procuraram refúgio em missões diplomáticas estrangeiras o Coronel Pedro Barreto e o Tenente-Coronel Fodé Cassamá. Continua a não haver certezas em relação à assinatura, nas próximas horas - pelo governo e pelos militares - do memorando de entendimento que está a ser discutido desde sexta-feira. Amnistia Os militares querem que lhes seja concedida uma amnistia. E surpreenderam os negociadores do governo e o Presidente da República quando se referiram a Nino Vieira. Eles disseram-se interessados em que o ex-presidente Nino Veira, que vive exilado em Portugal, regressasse à Guiné-Bissau livre de qualquer processo judicial. |
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