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Situação sob controlo em Bissau, diz Honwana | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na Guiné-Bissau a crise parece ultrapassada. O que chegou a ser classificado como um golpe de estado não terá passado de um levantamento militar reinvindicativo de um grupo de soldados que querem melhores condições nos quartéis, melhores salários e o pagamento de subsídios em atraso. Governo e revoltosos têm estado em negociações e esta sexta-feira as duas partes deverão assinar um documento que põe fim à crise. João Honwana, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Bissau, declarou em entrevista à Rádio das Nações Unidas, que a situação está sob controlo. De acordo com João Honwana "os problemas estão a ser debatidos de uma forma franca e construtiva". Encontro importantíssimo O representante da ONU sublinhou que o papel da comunidade internacional através das Nações Unidas é reconhecido por todos os intervenientes. João Honwana fez questão de referir-se a "um encontro importantíssimo" entre o presidente da República, no seu gabinete, com a comissão que representa os militares revoltosos, na presença de uma representação da Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular. Nessa reunião, de acordo com João Honwana, os militares comprometeram-se em respeitar a ordem institucional. No quadro desse encontro, o chefe de Estado fez um apelo à calma e no sentido de os militares "assumirem a sua responsabilida patriótica de cidadãos". Preocupação Na sequência dos compromissos assumidos estão neste momento a decorrer reuniões entre os representantes dos militares e o primeiro-ministro e alguns membros do governo. Este movimento reivindicativo de um grupo de militares descontentes vem de certo modo confirmar o último relatório do secretário-geral da ONU, que reconhecia existirem ainda focos de preocupação na Guiné-Bissau, nomeadamente nas Forças Armadas... João Honwana referiu que "existem ainda focos de preocupação" e que é preciso compreender que "os problemas estruturais não se resolvem de um dia para o outro exigem tempo, exigem paciência e exigem a sabedoria de aceitar o diálogo o compromisso e as conversações e é nesse processo que estamos todos envolvidos agora", concluiu o representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau. |
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