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Última actualização: 10 Outubro, 2004 - Publicado em 14:47 GMT
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Missão da CPLP está em Bissau para mediar

Logótipo da CPLP
A CPLP quer resolver o mais rapidamente possível a crise guineense
Uma missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, que inclui os chefes da diplomacia de São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, está em Bissau para ajudar a resolver a crise provocada pelo levantamento militar de quarta-feira.

O objectivo da missão é "ajudar nos esforços para encontrar uma solução "definitiva" para os problemas que assolam a Guiné- Bissau", disse à chegada o ministro são-tomense, Ovídeo Pequeno.

A delegação da CPLP chegou a Bissau a bordo de um avião "Falcon", da Força Aérea Portuguesa, tendo-se juntado de imediato ao secretário-executivo da organização, Luís Fonseca, que se encontra desde sexta-feira na capital guineense.

 É preciso que a Guiné-Bissau entenda que, ela própria, pode ajudar e que isso só poderá acontecer se, de facto, houver sinais claros de uma estabilidade política que o permita.
Ovídio Pequeno, MNE são-tomense.

Em breves declarações aos jornalistas e questionado sobre o que é preciso fazer para ultrapassar as crises militares que ciclicamente têm atingido a Guiné-Bissau, Ovídeo Pequeno respondeu que é necessário respeitar os princípios democráticos e submeter o poder militar ao político.

Aviso inequívoco

"É preciso que a Guiné-Bissau entenda que, ela própria, pode ajudar e que isso só poderá acontecer se, de facto, houver sinais claros de uma estabilidade política que o permita", sublinhou o chefe da diplomacia são-tomense.

Ovídeo Pequeno apelou para a necessidade de existir uma "moderação" nas partes envolvidas no processo negocial, de forma a que seja encontrada uma solução "credível", em que a comunidade internacional se reveja e permita reactivar o apoio à Guiné-Bissau.

Segundo o ministro são-tomense, a CPLP está "totalmente disponível" para ajudar a Guiné-Bissau e para interceder junto da comunidade internacional para que, "agora, mais do que nunca", tudo entre nos eixos.

A delegação da CPLP tem prevista uma maratona de encontros.

Ramos-Horta
José Ramos-Horta, um dos mediadores da CPLP

Segundo fonte diplomática guineense, Luís Fonseca, Ovídeo Pequeno e José Ramos-Horta vão reunir-se com o presidente, o primeiro-ministro, representantes da comunidade internacional acreditada em Bissau, militares e sublevados.

A delegação da CPLP era aguardada em Bissau pelo chefe da diplomacia guineense, Soares Sambu, também líder da equipa negocial às conversações com os militares que se sublevaram quarta-feira última para exigir o pagamento de salários em atraso e uma reforma profunda nas Forças Armadas do país.

Funerais sem honras de Estado

A rebelião provocou a morte a pelo menos duas altas patentes militares - o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Veríssimo Correia Seabra, e do porta-voz do Estado-Maior, coronel Domingos Barros.

Os seus funerais decorreram no domingo em Bissau, sem honras de Estado.

Sábado à noite, uma outra delegação, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, liderada pelo ministro de Estado e da Indústria senegalês, Landing Savané, deixou Bissau, depois de ter estado reunida com os militares revoltosos.

A delegação da CEDEAO, que integrava também o secretário-executivo da organização, o ghanense Mohamed Ibn Chambas, manteve sucessivos encontros com as autoridades políticas e militares do país, bem como com os líderes revoltosos.

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