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Atualizado às: 19 de março, 2008 - 11h19 GMT (08h19 Brasília)
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'E se o Fed fracassar?', pergunta o 'Washington Post'
Em editorial publicado nesta quarta-feira, o diário americano Washington Post pergunta o que vai acontecer se o Fed (Banco Central americano) fracassar e não tiver recursos suficientes para ajudar os bancos e evitar uma crise ainda maior no mercado, depois da decisão anunciada no fim-de-semana de ajudar o banco de investimentos Bear Stearns.

“Nossa resposta instintiva é dizer que este é um cenário implausível”, afirma o jornal, “só a idéia de que o Fed não conseguiria cumprir suas obrigações é impensável. Não é supresa então que a reação de Wall Street ao anúncio do Fed (de cortar a taxa básica de juros em 0,75 pontos percentuais para 2,25%) tenha sido um grito de alegria”.

“Mas vamos pensar por um momento sobre o impensável. Levando-se em conta o fracasso do Fed nos últimos nove meses para acabar com o medo no mercado, e levando-se em conta a enormidade da correção necessária no mercado imobiliário ainda pela frente, você tem que perguntar o que vem por aí se as medidas de resgate desta semana não forem bem-sucedidas.”

Segundo o Washington Post, o risco agora é porque a crise não é mais exclusiva dos mercados, mas está chegando ao cidadão comum. “Até agora, o pânico estava confinado às pessoas no mundo financeiro que entendiam os ativos exóticos que estavam implodindo e sabiam o quão ruim era a crise de crédito. Agora estamos entrando em uma nova fase, em que Mamãe e Papai vão perder suas casas, e talvez seus empregos – e o público vai sentir bastante medo.”

O editorial afirma que o Banco Central americano não tinha opção, a não ser intervir decisivamente nesta semana, mas quando o pânico chegar às ruas, o Fed vai precisar de ainda mais imaginação para restabelecer a confiança dos consumidores.

“Lidar com a pior crise financeira desde a Grande Depressão vai exigir as melhores mentes financeiras desde aquela época. O que temos é um presidente em fim de mandato, politicagem de ano de eleição e um Banco Central que foi decidido e inovador, mas cujo alcance pode ter excedido sua capacidade.”

Na Grã-Bretanha, o Financial Times afirma em outro editorial que o Fed se “arrisca a fazer demais”.

Segundo o jornal, para combater o risco de recessão severa, o Banco Central americano teria que adotar uma postura mais relaxada com os atuais níveis de inflação, “mas é difícil escapar da crescente sensação de inquietude sobre os perigos e conseqüências desta agressiva política monetária”.

O FT afirma que, com o corte na taxa básica de juros, ela (a taxa de juros) passou a ser mais baixa do que a atual inflação. “Desde o primeiro corte do Fed, em setembro passado, a cotação do dólar caiu 6%, enquanto uma ampla cesta de commodities subiu cerca de 19%. O risco de detonar expectativas inflacionárias é severo.”

“A inflação não é um problema com o qual podemos lidar mais tarde, depois de evitada a recessão”, diz o FT.

O jornal ainda alerta que “o Fed não pode fazer mágica”, e tudo o que pode fazer é cortar a taxa básica de juros para evitar uma recessão, mas arriscando um aumento da inflação.

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