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Incertezas nos EUA derrubam bolsas em todo o mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As bolsas dos principais mercados de ações do mundo registraram queda nesta segunda-feira, em uma reação à operação de salvamento do banco de investimentos americano Bear Stearns durante o fim de semana. Por volta das 14h (horário de Brasília), o índice Dow Jones registrava queda de 0,7%. No mesmo horário, o índice Nasdaq operava com baixa de 1,82%. Em São Paulo, o índice Bovespa registrava queda de 3,89% às 14h15. Pouco antes, o dólar era negociado a R$ 1,726, com uma alta de 0,75% em relação ao fechamento de sexta-feira. Na Europa, seguindo a tendência de baixa registrada na parte da manhã, o índice FTSE 100 de Londres fechou com queda de 3,86%. O CAC-40, de Paris, caiu 3,51% e o Dax, de Frankfurt, encerrou com baixa de 4,18%. Na Ásia, o índice Nikkei de Tóquio fechou em queda de 3,7% e o Hang Seng, de Hong Kong, registrou baixa de 5,2% em seu fechamento. Em toda a região, os mercados registraram quedas, incluindo Austrália, China, Coréia do Sul, Indonésia e Filipinas. O índice Sensex, da Índia, chegou a cair 5,1% no período da tarde. Medidas "fortes" Apesar do clima de pessimismo nos mercados internacionais, o presidente americano, George W. Bush, tentou tranqüilizar os investidores. "Certamente, estamos passando por momentos desafiadores", afirmou Bush, em Washington. "Mas outra coisa também é certa: estamos tomando medidas fortes e decisivas." "O Federal Reserve (Fed, banco central americano) agiu rapidamente para colocar ordem nos mercados financeiros", acrescentou. Bush também voltou a afirmar que, em longo prazo, a economia americana ficará bem e elogiou o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson. "Gostaria de agradecer ao secretário pelo trabalho durante o fim de semana", disse o presidente americano. "Você mostrou ao país e ao mundo que os Estados Unidos estão cuidando do problema", acrescentou. "E reafirmou o fato de que nossas instituições financeiras são fortes e que nossos mercados de capitais estão funcionando de forma eficiente." "Obviamente, vamos continuar a monitorar a situação e, quando for necessário, vamos agir de forma decisiva para continuar a trazer ordem para os mercados financeiros", acrescentou. Confiança A confiança dos investidores foi atingida pelos problemas do banco americano Bear Stearns. No final da semana passada, a instituição foi obrigada a pedir verbas de emergência para o Fed. Para tentar evitar que a crise do Bear Stearns se espalhasse para outras partes do setor bancário dos Estados Unidos, o Fed cortou a taxa de juros para empréstimos diretos para bancos em 0,25 ponto percentual, para 3,25%. Durante o fim de semana, o Bear Stearns foi vendido para o JP Morgan Chase por apenas uma pequena parte de seu valor. |
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