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Atualizado às: 17 de março, 2008 - 17h33 GMT (14h33 Brasília)
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Incertezas nos EUA derrubam bolsas em todo o mundo
Mercado de ações em Nova York
Nova York seguiu tendência européia e registrou queda
As bolsas dos principais mercados de ações do mundo registraram queda nesta segunda-feira, em uma reação à operação de salvamento do banco de investimentos americano Bear Stearns durante o fim de semana.

Por volta das 14h (horário de Brasília), o índice Dow Jones registrava queda de 0,7%. No mesmo horário, o índice Nasdaq operava com baixa de 1,82%.

Em São Paulo, o índice Bovespa registrava queda de 3,89% às 14h15. Pouco antes, o dólar era negociado a R$ 1,726, com uma alta de 0,75% em relação ao fechamento de sexta-feira.

Na Europa, seguindo a tendência de baixa registrada na parte da manhã, o índice FTSE 100 de Londres fechou com queda de 3,86%. O CAC-40, de Paris, caiu 3,51% e o Dax, de Frankfurt, encerrou com baixa de 4,18%.

Na Ásia, o índice Nikkei de Tóquio fechou em queda de 3,7% e o Hang Seng, de Hong Kong, registrou baixa de 5,2% em seu fechamento.

Em toda a região, os mercados registraram quedas, incluindo Austrália, China, Coréia do Sul, Indonésia e Filipinas. O índice Sensex, da Índia, chegou a cair 5,1% no período da tarde.

Medidas "fortes"

Apesar do clima de pessimismo nos mercados internacionais, o presidente americano, George W. Bush, tentou tranqüilizar os investidores.

"Certamente, estamos passando por momentos desafiadores", afirmou Bush, em Washington. "Mas outra coisa também é certa: estamos tomando medidas fortes e decisivas."

"O Federal Reserve (Fed, banco central americano) agiu rapidamente para colocar ordem nos mercados financeiros", acrescentou.

Bush também voltou a afirmar que, em longo prazo, a economia americana ficará bem e elogiou o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson.

"Gostaria de agradecer ao secretário pelo trabalho durante o fim de semana", disse o presidente americano.

"Você mostrou ao país e ao mundo que os Estados Unidos estão cuidando do problema", acrescentou. "E reafirmou o fato de que nossas instituições financeiras são fortes e que nossos mercados de capitais estão funcionando de forma eficiente."

"Obviamente, vamos continuar a monitorar a situação e, quando for necessário, vamos agir de forma decisiva para continuar a trazer ordem para os mercados financeiros", acrescentou.

Confiança

A confiança dos investidores foi atingida pelos problemas do banco americano Bear Stearns.

No final da semana passada, a instituição foi obrigada a pedir verbas de emergência para o Fed.

Para tentar evitar que a crise do Bear Stearns se espalhasse para outras partes do setor bancário dos Estados Unidos, o Fed cortou a taxa de juros para empréstimos diretos para bancos em 0,25 ponto percentual, para 3,25%.

Durante o fim de semana, o Bear Stearns foi vendido para o JP Morgan Chase por apenas uma pequena parte de seu valor.

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