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Crise das bolsas pode causar desaceleração global, diz FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta segunda-feira um relatório em que aceita a possibilidade de que a economia mundial passe por uma desaceleração em conseqüência da atual turbulência dos mercados financeiros. Para a instituição – cujas declarações até o momento procuram amenizar o efeito da instabilidade – esta possibilidade “é agora consideravelmente maior” do que há quatro meses, quando o FMI avaliou o mercado pela última vez. "Até o momento, apesar da correção substancial que os mercados financeiros estão experimentando, o crescimento mundial conserva o seu rigor", afirma o relatório. Mas o texto alerta que "caberia esperar certa desaceleração". "Ainda que (a desaceleração) não se concretize, as implicações deste período de turbulência serão importantes e profundas. Cedo ou tarde será preciso extrair lições, tanto no setor privado como nas esferas de regulação e supervisão, para reforçar o sistema financeiro contra futuras pressões." Avaliação O alerta da instituição vem no momento em que analistas procuram avaliar o efeito que a crise originada nos mercados financeiros americanos pode ter sobre a economia real. Alguns avaliam que a economia mundial pode reduzir seu ritmo de crescimento, hoje "vigoroso", nas palavras do FMI. O próprio diretor-gerente do Fundo, Rodrigo de Rato, afirmou há cerca de um mês, em São Paulo, que a instituição poderia rever para baixo sua estimativa de crescimento de 5% para este ano. Mas disse que nenhuma revisão seria "drámatica". Em seu relatório, o FMI traçou um panorama tranqüilizador para os países emergentes. Notou que o risco soberano dessas nações diminuiu, e que o fortalecimento das contas externas se apóia no que a instituição chama de "solidez das variáveis fundamentais", como exportações e reservas estrangeiras no caso brasileiro. Entretanto, o relatório alertou que mesmo entre os emergentes há risco para "algumas economias que estão experimentando uma rápida expansão do crédito, sobretudo se estiver financiada por bancos que recorrem aos mercados de capital". "Os mercados emergentes também são vulneráveis a um aumento da volatilidade, já que em algumas destas economias parte do setor privado está recorrendo a estratégias de endividamento relativamente arriscadas", disse o relatório. A hipótese de uma desaceleração levou o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, a tentar imprimir fôlego à economia dos Estados Unidos, cortando na semana passada a taxa de juros básica do país em 0,5 ponto percentual, para 4,75%. Foi a primeira redução desde junho de 2003. |
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