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Atualizado às: 22 de agosto, 2007 - 21h16 GMT (18h16 Brasília)
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FMI admite rever 'ligeiramente' crescimento mundial devido à crise

Rodrigo de Rato, diretor-gerente do FMI
Rodrigo de Rato, do FMI, se encontra na quinta com Lula e Mantega
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, disse nesta quarta-feira que é possível que a entidade revise a sua previsão de crescimento mundial, hoje em torno de 5%, mas destacou que qualquer revisão não deve ser "dramática".

A revisão ocorreria em função da turbulência nos mercados internacionais, decorrente de uma crise no mercado de hipotecas de alto risco nos Estados Unidos.

Rodrigo de Rato falou a jornalistas em São Paulo, durante visita de dois dias ao Brasil. Quando perguntado se a previsão do FMI de crescimento global pode ser revisada, ele respondeu:

"Sim, é possível sim, mas não de uma forma dramática. Nós temos falado nas últimas semanas de um crescimento ao redor de 5% e a revisão poderia levar a um crescimento ligeiramente abaixo de 5%, o que, em todo caso, ainda seria o sexto ano consecutivo de crescimento do mundo."

De Rato destacou que ainda é muito cedo para se fazer projeções, mas disse que "não seria surpreendente um certo efeito sobre o crescimento (da economia mundial), que seria mais acentuado em alguns países do que em outros."

Brasil

Na quinta-feira, De Rato se encontrará em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O diretor do FMI disse que a turbulência nos mercados internacionais não está afetando o Brasil.

"Há dez anos, uma crise em uma economia emergente como a Rússia afetou o Brasil de uma forma muito considerável. Dez anos depois, uma crise financeira na primeira economia do mundo não está afetando o Brasil", disse Rodrigo de Rato.

"Acredito que, com isso, está provado que os avanços na estabilidade macroeconômica que o país fez são muito positivos. E isso é algo que qualquer um pode ver."

Ele disse que mesmo a queda no preço internacional das commodities não deve afetar o crescimento brasileiro, já que o Brasil tem hoje um "mercado de exportações muito diversificado e uma incrível estabilidade macroeconômica."

Estados Unidos

O diretor do Fundo disse que a economia dos Estados Unidos deve desacelerar em função da crise, mas ressaltou que as condições de emprego e salário são boas e que o mercado americano é "muito sólido".

"Claramente nos Estados Unidos, como já reconheceram as autoridades americanas, haverá um efeito sobre o crescimento."

"As previsões iniciais eram de que os Estados Unidos teriam uma recuperação no final deste ano ou no começo do ano que vem. Mas claramente teremos que ver essas cifras de novo."

De Rato disse que, apesar da instabilidade, a economia mundial vive um bom momento.

"O crescimento é amplo e praticamente não há nenhuma parte do mundo que não está crescendo a taxas históricas. Estamos na melhor conjuntura internacional dos últimos 40 anos."

Em São Paulo, o diretor-geral do FMI visitou projetos sociais pela manhã. À noite, ele participa de um congresso sobre mercados financeiros em São José dos Campos.

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