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Atualizado às: 16 de agosto, 2007 - 22h17 GMT (19h17 Brasília)
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Bolsas de NY e SP reagem, mas não evitam baixas
Operador de bolsa de valores
Crise no setor de hipotecas nos EUA se espalhou pelo mundo
As bolsas de valores de Nova York e de São Paulo reagiram no final do pregão após mais um dia de perdas nesta quinta-feira que refletiram a instabilidade nos mercados financeiros mundiais.

Em Wall Street, o índice Dow Jones, que chegou a despencar 340 pontos durante a tarde, fechou o dia com uma perda de apenas 15 pontos, com uma variação negativa de 0,12%.

O índice Nasdaq teve uma queda mais acentuada, de 0,32%, enquanto o Standard & Poors 500 foi a exceção e ficou em alta de 0,32%, refletindo os ganhos no fim do dia.

As negociações americanas foram influenciadas pelo anúncio de que a maior empresa do setor de hipotecas dos Estados Unidos, a Contrywide Financial, teve que fazer um empréstimo no valor de US$ 11,5 bilhões para manter suas operações.

Nem a decisão do Federal Reserve (banco central americano) de injetar US$ 17 bilhões no sistema bancário dos Estados Unidos reverteu o clima de pessimismo, que marcou o sexto dia útil consecutivo em que o Dow Jones fechou com perdas.

Brasil

No Brasil, o Índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, teve uma oscilação dramática durante o dia e chegou a registrar queda de 8%.

Mas, seguindo a batuta nova-iorquina, os negócios ganharam impulso nas últimas horas do pregão e encerraram a quinta-feira com baixa de 2,58%.

O dólar continuou sendo negociado acima do patamar de R$ 2, superado na quarta-feira, e foi além, atingindo a menor cotação em cinco meses.

A moeda americana fechou cotada a R$ 2,094, o que representou uma valorização de 3,1%.

Europa e Ásia

Mais cedo, os mercados na Europa tiveram o seu pior dia em quatro anos.

O índice FTSE 100, de Londres, fechou com queda de 4,1% em 5.858 pontos, marcando a primeira vez em que o índice ficou abaixo dos 6 mil pontos desde março.

Na França, o índice Cac-40 fechou com baixa de 3,26%, e o alemão Dax-30, em queda de 2,36%.

Na Ásia, o dia também voltou a ser de perdas. O índice Nikkei, do Japão, perdeu 2%, e outras quedas foram registradas nos mercados acionários de Hong Kong, Índia, Cingapura e Austrália.

Bolha

A recente onda de volatilidade nos mercados financeiros foi detonada pelo setor de hipotecas voltado para o público de alto risco nos Estados Unidos, lá chamadas de subprime.

Como os juros no país subiram e a bolha imobiliária se rompeu, um número crescente de pessoas que embarcaram nas subprimes não pagaram as suas dívidas.

Isso criou dificuldades para uma série de fundos de investimentos que estão altamente expostos ao setor, gerando temores de uma crise financeira de maiores proporções.

Estima-se que US$ 300 bilhões tomados em empréstimos possam não ser pagos, mas o que também preocupa os investidores é não saber exatamente qual é a escala do problema.

As intervenções dos bancos centrais, assim como as declarações do secretário do Tesouro Henry Paulson tentando tranqüilizar os investidores, tiveram pouco efeito sobre os humores do mercado.

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