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Atualizado às: 10 de agosto, 2007 - 17h51 GMT (14h51 Brasília)
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Fed injeta US$ 35 bi no mercado, mas bolsas seguem em baixa
Operador da bolda de Nova York
Para analistas, a instabilidade deve continuar nos próximos dias
As bolsas de valores de todo o mundo registram baixas nesta sexta-feira, apesar de intervenções dos bancos centrais da Europa e dos Estados Unidos no mercado para tentar conter a falta de liquidez dos bancos.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), o banco central local, injetou no sistema financeiro do país um total de US$ 35 bilhões, em duas operações separadas.

Na primeira delas, o Fed cedeu US$ 19 bilhões para as reservas dos bancos (a mais volumosa injeção aberta e temporária de recursos do BC americano no mercado em quatro anos) e, depois, mais US$ 16 bilhões.

Por sua vez, o Banco Central Europeu (BCE) injetou mais 61 bilhões de euros para enfrentar o problema, um dia depois de ter colocado no mercado o volume recorde de 94,8 bilhões de euros.

De acordo com a repórter da BBC Brasil em Paris, Daniela Fernandes, analistas internacionais avaliam que a ação dos bancos centrais de injetar recursos no mercado monetário é uma faca de dois gumes.

Para eles, os bancos centrais passam uma mensagem de confiança, reiterando que a liquidez dos mercados está assegurada. Mas, ao mesmo tempo, transmitem medo, já que os investidores podem interpretar que os problemas são suficientemente graves para necessitar uma intervenção.

Quedas

A expectativa no mercado é de que a atual instabilidade ainda dure várias semanas.

Pouco depois da abertura, o índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, já registrava queda de 0,9%.

Um movimento mais acentuado foi registrado nas bolsas européias, apesar da intervenção do BCE.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 3,7%, o CAC da bolsa de Paris teve baixa de 3,13% e o DAX, da bolsa de Frankfurt, terminou o dia com queda de 1,48%.

Do outro lado do mundo, não foi diferente: a bolsa de Tóquio fechou com baixa de 2,4%, e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 2,88%.

No Brasil, a instabilidade internacional também se refletia às 13h30 (hora de Brasília) em uma queda de 1,61% do índice Bovespa. Na mesmo horário, o dólar refletia a crise com uma valorização e era cotado a R$ 1,94.

Crédito imobiliário

Segundo analistas, a atual instabilidade é resultado da crise no mercado de crédito imobiliário de risco nos Estados Unidos, onde muitas pessoas estão ficando sem pagar suas dívidas.

A falta de confiança mútua entre os bancos para a realização de empréstimos, gerada pela situação americana, estaria fazendo com que os bancos com recursos excedentes hesitassem em emprestar dinheiro às instituições financeiras que precisam tomar recursos para honrar seus compromissos.

"O que temos no momento é apenas uma sensação generalizada de pânico", disse à agência Reuters Marc Ostwald, analista de títulos da Insinger de Beaufort, de Londres.

"É bastante claro que há muito medo enraizado e vai demorar um pouco para que isso seja resolvido."

A mais recente onda de quedas começou na quinta-feira, depois do anúncio do banco francês BNP Paribas, um dos maiores da Europa, de suspensão das operações de resgate e de depósitos de três fundos de investimento, totalizando 2 bilhões de euros.

A decisão seria reflexo da inadimplência no mercado americano de hipotecas do tipo "sub-prime" (concedidas a pessoas e empresas de alto risco) que influenciam diretamente os fundos suspensos do Paribas.

Como resultado, os investidores venderam em massa ações dos grandes bancos, expostos ou não ao risco dos "sub-prime".

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