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Atualizado às: 10 de agosto, 2007 - 04h43 GMT (01h43 Brasília)
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Bancos centrais intervêm para evitar crise financeira global
Bolsa de Tóquio
Analistas dizem que mercado deve continuar volátil no curto prazo
Os bancos centrais de diversos países injetaram bilhões de dólares nos mercados internacionais para evitar que os problemas provocados por temores no mercado imobiliário americano se transformem em uma crise financeira global.

O Banco Central do Japão injetou mais de US$ 8 bilhões nos mercados depois de uma queda superior a 2% nos preços das ações na abertura do mercado em Tóquio, nesta sexta-feira. O Banco Central da Austrália também interveio no mercado de ações após queda semelhante.

Na quinta-feira, o Banco Central Europeu já havia colocado US$ 130,6 bilhões em circulação.

O Federal Reserve (banco central americano) tomou uma medida semelhante, injetando US$ 24 bilhões no sistema bancário dos Estados Unidos.

Na manhã desta sexta-feira, os mercados asiáticos seguiram a tendência de queda verificada no dia anterior na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil.

Na Bolsa de Tóquio, foi registrada queda de quase 3%. O índice Nikkei teve queda de mais de 400 pontos.

Hong Kong, Coréia do Sul e Cingapura também registraram quedas de mais de 3%.

Bovespa

Na quinta-feira, o mercado brasileiro sentiu os reflexos das quedas registradas nas bolsas americanas e européias.

O real teve desvalorização de mais de 2% diante do dólar. A moeda americana atingiu R$ 1,927. A Bovespa fechou com queda de 3,28%, atingindo 53.430 pontos.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones caiu 387,18 pontos (2,8%). O Nasdaq caiu 2,2%.

Analistas afirmam que o mercado deve continuar volátil no curto prazo. "Os mercados estão levando a sério essa notícia", disse David Corbell, da IFR Markets.

A mais recente onda de quedas nos mercados globais foi causada pelo anúncio do banco francês BNP Paribas de suspensão de três fundos de investimento – totalizando 2 bilhões de euros – devido a problemas no mercado de hipotecas do tipo sub-prime dos Estados Unidos.

No mercado de sub-prime, o crédito é concedido a pessoas e empresas consideradas de alto risco.

Nos últimos meses, a inadimplência nos empréstimos aumentou muito devido ao crescimento das taxas de juros, provocando instabilidade no mercado imobiliário e em outros segmentos da economia.

A preocupação é que com os prejuízos no mercado os bancos percam recursos e parem de investir no mercado financeiro.

A recente quebra da American Home Mortgage, a 10ª maior instituição de crédito dos Estados Unidos, aumentou ainda mais a instabilidade.

"Estamos olhando para a fundação de um mercado que de certa forma implodiu", disse Steve Goldman, analista da Weeden & Co.

O presidente americano, George W. Bush, tentou acalmar os mercados financeiros na quinta-feira, ao afirmar que a inflação e o desemprego permanecem baixos nos Estados Unidos e que "as bases da nossa economia são fortes".

"As condições para o mercado resolver estas questões são boas. Minha esperança é de que o mercado, se funcionar normalmente, vai poder ter um pouso suave", disse Bush.

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