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Bolsas européias têm quedas recordes; NY e SP seguem | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As ações em Wall Street refletem as perdas acumuladas nesta quinta-feira na Europa, onde os mercados tiveram o seu pior dia em quatro anos. O índice FTSE 100, de Londres, fechou com queda de 4,1% em 5.858 pontos - marcando a primeira vez em que o índice ficou abaixo dos 6 mil pontos desde março. Na França, o índice Cac-40 fechou em baixa de 3,26% e o alemão Dax-30, em Com exceção de Frankfurt, que havia fechado em ligeira alta na quarta-feira, as principais bolsas européias haviam encerrado o dia anterior com baixas inferiores a 1%, em meio aos temores de uma crise nos mercados de crédito nos Estados Unidos. O índice Dow Jones, que reúne ações de 30 das maiores empresas dos Estados Unidos, abriu em queda em relação ao fechamento de quarta-feira e as perdas se acentuaram ao longo do dia. Por volta de 14h (15h em Brasília) estava em 12.603,70 pontos (-2%). O Nasdaq, que também começou as operações em baixa, estava em 2.430,27 nesse mesmo horário (queda de 1,16%). No Brasil, a Bovespa operava com baixa de 6,52% e o dólar comercial era cotado a R$ 2,1140 (alta de 4,13%) logo após o fechamento das bolsas européias. Bancos centrais O movimento de baixa nos mercados continou mesmo depois de o Federal Reserve (banco central americano) injentar US$ 17 bilhões no sistema bancário dos Estados Unidos. Outros banco centrais já intervieram numa tentativa de restaurar a confiança e evitar restrições do crédito nos últimos dias. Apenas o Fed injetou US$ 88 bilhões na última semana e o Banco Central Europeu, US$ 283,2 bilhões. Na Ásia, onde os mercados abrem primeiro, o dia também foi de perdas. O índice Nikkei, do Japão, perdeu 2%, o que foi acompanhado nos mercados de Hong Kong, Índia, Cingapura e Austrália. A recente onda de volatilidade nos mercados financeiros foi detonada pelo setor de hipotecas voltado para o público de alto risco (as chamadas subprime). Como os juros nos Estados Unidos subiram e a bolha imobiliária se rompeu, um número de crescente que pessoas que tomaram créditos nas subprimes não pagaram as suas dívidas. Isso criou dificuldades para uma série de fundos de investimentos que estão altamente expostos ao setor, gerando temores de uma crise financeira de maiores proporções. Estima-se que US$ 300 bilhões tomados em empréstimos possam não ser pagos, mas o que também preocupa os investidores é não saber exatamente qual é a escala do problema. As intervenções dos bancos centrais, assim como as declarações do secretário do Tesouro Henry Paulson tentando tranqüilizar os investidores, tiveram pouco efeito sobre os humores do mercado. |
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