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Bolsas de países emergentes acumulam queda de mais de 14% no mês | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O índice que mede a performance dos mercados acionários dos países emergentes caiu 5,64% nesta quinta-feira, para 956,86 pontos – três meses depois de ter atingido pela primeira vez a marca de mil pontos. No acumulado do mês, o Índice de Mercados Emergentes MSCI, do banco de investimentos americano Morgan Stanley, registra uma queda de 14,01%. Os ganhos do ano diminuíram, mas ainda estão no positivo, em 4,84%. As bolsas latino-americanas são as que mais sofreram perdas neste mês entre os emergentes. O indicador MSCI para a América Latina recuou 17,37% em agosto, mas, no acumulado do ano, ainda apresenta alta de 4,94%. “A crise de crédito está se espalhando para os mercados emergentes e, portanto, há razão para ser extra cauteloso com esses mercados”, alertou aos seus investidores o banco dinamarquês Danske Bank em relatório nesta quinta-feira. "Zona de perigo" Segundo o banco, Turquia, África do Sul, Islândia, Hungria, Bulgária e Romênia são uma “zona de perigo”, porque apresentam um grande déficit na conta corrente e extensa dívida externa. “Recomendamos a redução da exposição a esses mercados”, diz o relatório. Em relação ao Brasil, o banco comenta que, por ter “fundamentos fortes”, o país não deverá ter problemas em enfrentar a pressão de venda no mercado acionário. Em meio à crise de liquidez no mercado de crédito americano, investidores têm saído das bolsas de emergentes, seja para fugir de ativos de maior risco ou para ter mais dinheiro em caixa. Nesta quinta-feira, o indicador XU100, da Turquia, liderou a queda entre os emergentes ao despencar 5%. “Todos os países emergentes estavam sendo beneficiados pela abundância de liquidez”, diz Nuno Câmara, economista sênior do banco de investimentos Dresdner Kleinwort Wasserstein (DrKW), em Nova York. “Agora que a liquidez está terminando, vamos ver quem fez o dever de casa.” Otimismo Câmara não prevê um cenário “catastrófico” para as bolsas ou mesmo um possível contágio na economia real do Brasil. Pelo contrário, sua expectativa para o mercado acionário brasileiro é otimista. “Nós temos certeza, quase absoluta, que o Brasil se beneficiará uma vez que todo esse pânico tenha perdido o seu fôlego”, disse. “Em termos de valorização de ativos o Brasil vai se tornar o mais atraente, porque tem um superávit em conta corrente, uma situação fiscal relativamente boa e os fundamentos em ordem.” |
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