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Bolsa de NY fecha com leve alta após dia instável | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As principais bolsas de valores do mundo encerraram a segunda-feira com altas, ainda refletindo o impacto da decisão de sexta-feira do Fed, o Banco Central americano, de diminuir a taxa de juros que usa para emprestar dinheiro aos bancos. Segundo analistas, os investidores estão agora na expectativa de que o Fed dê um passo a mais e também reduza a taxa de juros interbancária, usada pelos bancos nos empréstimos que fazem uns aos outros. A bolsa de valores de Nova York teve um dia de instabilidade, oscilando entre leves altas e baixas, e o índice Dow Jones encerrou o dia com alta de 0,32%. O Nasdaq seguiu a tendência e subiu 0,14%, e o índice Standard & Poors 500 fechou o dia perto da estabilidade, com queda de 0,03%. Durante o dia, os investidores americanos foram influenciados por sinais contrastantes sobre a economia. As ações da maior empresa de crédito imobiliário do país, a Countrywide Financial Corp., tiveram uma queda de 7,6% depois que o jornal The Wall Street Journal informou que a empresa começou a demitir empregados. O grupo de pesquisa Conference Board divulgou uma estimativa de crescimento da atividade econômica de 0,2% para julho. Apesar de positiva, a previsão é abaixo de previsões de analistas. Por outro lado, a segunda maior cadeia americana de artigos para reformas domésticas, a Lowe's Cos, divulgou um balanço relativo ao segundo trimestre do ano que ficou acima das previsões de Wall Street. A companhia indicou que pretende abrir mais 40 lojas neste trimestre e que aposta em um aumento de 6% nas vendas neste ano. Outros mercados Em São Paulo, o índice Bovespa seguiu a tendência das bolsas européias e asiáticas, que tiveram altas mais acentuadas do que nos Estados Unidos, e encerrou o dia com alta de 1,33%, com 49.206 pontos. O dólar permaneceu acima do patamar de R$ 2, encerrando o dia em alta de 0,25%, cotado a R$ 2,029. Do outro lado do Atlântico, o índice FTSE, da bolsa de Londres, fechou em alta de 0,24%; o Cac, de Paris, subiu 0,67% e o Dax, da bolsa de Frankfurt, teve alta de 0,4%. Os ganhos na Europa refletiram a euforia nos mercados asiáticos, onde as principais bolsas encerraram a segunda-feira com fortes altas. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou em alta de 3%, o maior ganho em um dia em mais de um ano. Na sexta-feira, o índice tinha caído 5,4% – a pior perda em um só dia dos últimos seis anos. O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, teve uma valorização de 5,9%, e os ganhos foram ainda maiores em Cingapura: 6,1%. Otimismo A instabilidade nos mercados começou no dia 9 de agosto, tendo como raiz incertezas no mercado americano de hipotecas para o público de alto risco – ao qual estão atrelados fundos de vários bancos. A possibilidade de muitos devedores não pagarem suas dívidas provocou falta de liquidez nos bancos, que pisaram no freio dos empréstimos entre si. Embora muitos analistas avaliem que a crise deve continuar pelas próximas semanas, alguns nomes de grande influência no mercado vieram a público tentando tranqüilizar os investidores nesta segunda-feira. Em uma entrevista a uma emissora de rádio, reproduzida na agência de notícias Reuters, a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, disse que acredita que o pior da crise já passou. "Não descarto que, particularmente nos Estados Unidos, vários fundos se encontrem em dificuldades, mas este é um clássico fenômeno nas finanças americanas, que frequentemente pecam pelo excesso." Por sua vez, o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, concordou com a previsão de que a crise irá afetar a economia real. "Haverá algum impacto no crescimento, mas nós ainda acreditamos que as perspectivas para a economia mundial são boas", disse, segundo a Reuters. |
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