BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 20 de agosto, 2007 - 22h37 GMT (19h37 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Bolsa de NY fecha com leve alta após dia instável
Operador da bolsa de Nova York
Investidores aguardam possíveis novas decisões do Fed
As principais bolsas de valores do mundo encerraram a segunda-feira com altas, ainda refletindo o impacto da decisão de sexta-feira do Fed, o Banco Central americano, de diminuir a taxa de juros que usa para emprestar dinheiro aos bancos.

Segundo analistas, os investidores estão agora na expectativa de que o Fed dê um passo a mais e também reduza a taxa de juros interbancária, usada pelos bancos nos empréstimos que fazem uns aos outros.

A bolsa de valores de Nova York teve um dia de instabilidade, oscilando entre leves altas e baixas, e o índice Dow Jones encerrou o dia com alta de 0,32%. O Nasdaq seguiu a tendência e subiu 0,14%, e o índice Standard & Poors 500 fechou o dia perto da estabilidade, com queda de 0,03%.

Durante o dia, os investidores americanos foram influenciados por sinais contrastantes sobre a economia.

As ações da maior empresa de crédito imobiliário do país, a Countrywide Financial Corp., tiveram uma queda de 7,6% depois que o jornal The Wall Street Journal informou que a empresa começou a demitir empregados.

O grupo de pesquisa Conference Board divulgou uma estimativa de crescimento da atividade econômica de 0,2% para julho. Apesar de positiva, a previsão é abaixo de previsões de analistas.

Por outro lado, a segunda maior cadeia americana de artigos para reformas domésticas, a Lowe's Cos, divulgou um balanço relativo ao segundo trimestre do ano que ficou acima das previsões de Wall Street.

A companhia indicou que pretende abrir mais 40 lojas neste trimestre e que aposta em um aumento de 6% nas vendas neste ano.

Outros mercados

Em São Paulo, o índice Bovespa seguiu a tendência das bolsas européias e asiáticas, que tiveram altas mais acentuadas do que nos Estados Unidos, e encerrou o dia com alta de 1,33%, com 49.206 pontos.

O dólar permaneceu acima do patamar de R$ 2, encerrando o dia em alta de 0,25%, cotado a R$ 2,029.

Do outro lado do Atlântico, o índice FTSE, da bolsa de Londres, fechou em alta de 0,24%; o Cac, de Paris, subiu 0,67% e o Dax, da bolsa de Frankfurt, teve alta de 0,4%.

Os ganhos na Europa refletiram a euforia nos mercados asiáticos, onde as principais bolsas encerraram a segunda-feira com fortes altas.

O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou em alta de 3%, o maior ganho em um dia em mais de um ano. Na sexta-feira, o índice tinha caído 5,4% – a pior perda em um só dia dos últimos seis anos.

O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, teve uma valorização de 5,9%, e os ganhos foram ainda maiores em Cingapura: 6,1%.

 Haverá algum impacto no crescimento, mas nós ainda acreditamos que as perspectivas para a economia mundial são boas
Rodrigo de Rato, diretor-gerente do FMI, sobre a crise nos mercados

Otimismo

A instabilidade nos mercados começou no dia 9 de agosto, tendo como raiz incertezas no mercado americano de hipotecas para o público de alto risco – ao qual estão atrelados fundos de vários bancos.

A possibilidade de muitos devedores não pagarem suas dívidas provocou falta de liquidez nos bancos, que pisaram no freio dos empréstimos entre si.

Embora muitos analistas avaliem que a crise deve continuar pelas próximas semanas, alguns nomes de grande influência no mercado vieram a público tentando tranqüilizar os investidores nesta segunda-feira.

Em uma entrevista a uma emissora de rádio, reproduzida na agência de notícias Reuters, a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, disse que acredita que o pior da crise já passou.

"Não descarto que, particularmente nos Estados Unidos, vários fundos se encontrem em dificuldades, mas este é um clássico fenômeno nas finanças americanas, que frequentemente pecam pelo excesso."

Por sua vez, o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, concordou com a previsão de que a crise irá afetar a economia real.

"Haverá algum impacto no crescimento, mas nós ainda acreditamos que as perspectivas para a economia mundial são boas", disse, segundo a Reuters.

BolsasMercado financeiro
Bolsas de emergentes acumulam queda de mais de 14% no mês.
Operador da BM&F em São PauloMercado brasileiro
Desaceleração global 'preocupa mais do que câmbio'.
anúncios de venda de casasMercado imobiliário
Crise aumenta cautela entre brasileiros que investiram nos EUA.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade