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Fed corta juros nos EUA pela primeira vez em quatro anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Federal Reserve (Fed), banco central americano, anunciou nesta terça-feira um corte de meio ponto percentual na taxa básica de juros, de 5,25% para 4,75% ao ano. A redução, a primeiro na taxa básica em quatro anos, surpreendeu muitos analistas, que apostavam em um corte de 0,25 ponto percentual. A expectativa era de que o Fed anunciasse a redução para aliviar os efeitos da crise no mercado de crédito imobiliário para pessoas com alto risco de inadimplência nos Estados Unidos. Desde o mês passado, a crise tem provocado quedas nas principais bolsas de valores do mundo. Ao diminuir os juros, o banco torna mais baratos os empréstimos e permite que as pessoas possam investir mais e, dessa forma, dar impulso à economia. "Incerteza" Os dez membros do comitê do Fed responsável por decidir as taxas de juro, incluindo o presidente da instituição, Ben Bernanke, votaram a fator da queda dos juros em meio ponto percentual. Em uma nota em que justifica a decisão, o Fed diz que "as restrições crescentes nas condições de crédito têm o potencial de intensificar a correção do mercado imobiliário e restringir o crescimento econômico de forma mais generalizada". "A ação de hoje tem o objetivo de ajudar a prevenir alguns dos efeitos adversos na economia mais ampla que, do contrário, poderiam surgir devido a turbulências nos mercados financeiros e promover crescimento moderado com o tempo." "Desdobramentos nos mercados financeiros desde a última reunião regular do comitê aumentaram a incerteza acerca do panorama econômico." O órgão também ressaltou que continua monitorando "cuidadosamente" as condições da economia americana para o risco de inflação. Desde junho de 2003, o Fed não realizava cortes na taxa básica de juros e, desde novembro de 2002, não anunciava um corte de meio ponto. O Fed também decidiu reduzir em meio ponto percentual a taxa de juros que usa para empréstimos diretos a bancos, que passou a ser de 5,25%. |
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