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Fed anuncia corte de juros menor do que o esperado nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou nesta terça-feira um corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, que passa a ser de 2,25% ao ano. Essa foi a segunda redução dos juros neste mês. Desde setembro, o Fed já promoveu cortes equivalentes a três pontos percentuais para tentar evitar uma recessão nos Estados Unidos. A redução foi inferior à queda de um ponto percentual que muitos operadores do mercado esperavam, o que provocou reações iniciais negativas em bolsas de valores. Mas, em seguida, os mercados acabaram fechando em alta. Com o novo corte, o banco central americano procura conter a desaceleração econômica, acalmar os mercados e restaurar a confiança dos consumidores do país. A fim de evitar convulsões no setor financeiro, o Fed tem adotado medidas que não eram colocadas em prática desde o período da Grande Depresssão, durante a década de 1930. Bear Sterns A economia dos Estados Unidos tem sido afetada pelo fato de que um número recorde de pessoas não tem conseguido pagar as dívidas contraídas em financiamentos imobiliários e também pela retração no setor de construção. Os problemas nos Estados Unidos têm se refletido nos mercados mundiais. O mais recente desdobramento ocorreu no início desta semana, após o Fed ter, em pleno domingo, adotado medidas de socorro ao mercado financeiro. O órgão arquitetou a venda do banco Bear Stearns, que já foi a quinta maior instituição de investimentos do país, por um valor abaixo de seu custo de mercado. Além disso, o Fed também criou uma linha emergencial de crédito para bancos que passam por dificuldades e reduziu os juros relativos a essas transações. Mas as medidas acabaram tendo efeito adverso porque provocaram grande turbulência nos mercados mundiais, que partiram do princípio de que outras grandes instituições teriam destino semelhante ao do Bear Stearns. Bush Em um pronunciamento nesta terça-feira, o presidente americano, George W. Bush, disse que "os americanos precisam ter confiança" na economia do país porque ela conta com "âncoras". De acordo com Bush, a taxa de desemprego no país está relativamente baixa e os Estados Unidos são "uma sociedade inovadora", que tem feito avanços nos setores de tecnologia e agricultura, por exemplo. "Compreendo as dificuldades no curto prazo, mas, no longo prazo, ficaremos bem", acrescentou o presidente americano. |
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