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Bush nega recessão e segundo pacote econômico nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta-feira que não acredita que os Estados Unidos caminham para uma recessão e descartou, por ora, o lançamento de um segundo pacote econômico para estimular a economia do país. “Nós veremos os efeitos do pacote de estímulo ao crescimento”, disse o presidente, durante uma coletiva na Casa Branca, se referindo ao pacote bilionário que passou a vigorar neste mês. “Nós agimos com solidez.” “Eu sei que há muita, aqui em Washington (…), (discussão sobre) um pacote de estímulo dois e todas essas coisas. Por que não damos ao pacote de estímulo um, que parecia uma boa idéia quando foi lançado, um tempo para funcionar?” Desde o ano passado, uma crise no mercado de crédito imobiliário provocou prejuízos em bancos americanos e quedas nas bolsas de valores, levando a economia do país a registrar uma desaceleração. Legislação Na coletiva, Bush também pediu que o Congresso americano renove uma lei que permite que agentes do governo americano possam monitorar ligações telefônicas e e-mails sem mandados judiciais, durante investigações sobre possíveis extremistas. O Protect America Act deixou de vigorar neste mês sem que garantisse imunidade às empresas de telecomunicações que cooperassem com o governo, para que não fossem processadas. Vários ações legais foram lançadas contra essas companhias por pessoas que defendem o direito à privacidade, e o presidente americano quer que a lei seja renovada com a imunidade retroativa para as empresas que colaboraram com as investigações desde o 11 de Setembro. “Sem a cooperação do setor provado, não podemos proteger o nosso país de um ataque terrorista”, disse Bush, para quem a renovação é uma “prioridade urgente”. Iraque, Cuba e Rússia Outro ponto abordado por Bush na coletiva foi a política externa. O presidente americano descartou novamente a possibilidade de retirar as tropas americanas do Iraque, dizendo que a ofensiva no país está dando resultados, e reforçou um pedido para que o Congresso aprove novas verbas para as operações militares no país asiático. Ele também pediu que a Turquia encerre rapidamente uma ofensiva que realiza no norte do Iraque contra rebeldes curdos. “Os turcos precisam avançar, avançar rapidamente, alcançar seus objetivos e sair”, disse. O presidente também disse que acha importante que seu sucessor na Casa Branca mantenha uma relação pessoal com o candidato eleito para suceder Vladimir Putin nas eleições presidenciais deste dim de semana na Rússia. “Nós (Bush e Putin) ainda temos uma relação cordial o suficiente para lidar com ameaças comuns e aproveitar oportunidades, e isso é algo importante que o próximo presidente (dos Estados Unidos) mantenha.” Bush também descartou, mais uma vez, negociar sem pré-condições com o novo presidente de Cuba, Raúl Castro. “Se sentar à mesa e ter nossa fotografia tirada com um tirano como Raúl Castro, por exemplo, associa a ele a imagem de nossa presidência e a imagem do nosso país a ele”, disse o presidente americano. |
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