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Atualizado às: 18 de março, 2008 - 21h38 GMT (18h38 Brasília)
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Bolsas fecham em alta após corte de juros nos EUA
Operadores na bolsa de valores de Frankfurt
Crise imobiliária nos EUA vem estremecento a economia mundial
As principais bolsas de valores do mundo fecharam a terça-feira com altas significativas após a redução da taxa básica de juros dos Estados Unidos anunciada pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano).

Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou o dia em alta de 3,51%, e o índice Nasdaq fechou com alta de 4,19%.

Seguindo a tendência americana, a Bovespa, em São Paulo, registrou alta de 3,2% - e o dólar teve queda de 2%, terminando o dia negociado a R$ 1,69.

O Fed anunciou uma redução de 0,75 ponto percentual, fixando a taxa básica de juros nos Estados Unidos em 2,25% ao ano.

Com o anúncio desta terça-feira, o Fed já cortou os juros seis vezes desde a metade de setembro.

Bancos de investimento

"A ação de hoje, combinada com aquelas realizadas anteriormente, inclui medidas para estimular a liquidez do mercado, deve ajudar a promover um crescimento moderado com o tempo e reduzir os riscos à atividade econômica", disse o Fed em um comunicado.

O corte frustrou as expectativas de alguns analistas, que previam um corte de um ponto percentual na tentativa de evitar uma recessão nos Estados Unidos.

Muitas ações registraram perdas de valor nos Estados Unidos depois do anúncio, refletindo essa decepção, mas, pouco depois, a bolsa de Nova York assumiu uma trajetória de alta que persistiu até o final dos negócios.

O mercado em Wall Street também recebeu um estímulo adicional com a divulgação de dados trimestrais positivos de dois importantes bancos de investimento - o Lehman Brothers e o Goldman Sachs.

Mais cedo, antes do anúncio do Fed, as principais bolsas européias já haviam encerrado o dia com altas, antecipando o corte.

Em Londres, o índice FTSE terminou a terça-feira com alta de 3,54%; em Paris, o CAC subiu 3,42% e, em Frankfurt, o DAX encerrou o dia com alta de 3,41%.

Paulson

Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, admitiu nesta terça-feira que a economia americana está passando por um momento de declínio "abrupto", mas disse que espera uma recuperação ainda neste ano.

"Nós sabemos que é uma descida abrupta e não há dúvida de que o povo americano sabe que a economia desacelerou", disse.

Paulson afirmou que os esforços das autoridades americanas estão, no momento, concentrados em acalmar o mercado.

"O principal foco por parte de todos os formuladores de políticas é minimizar o impacto na economia real."

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