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Atualizado às: 20 de fevereiro, 2008 - 22h38 GMT (20h38 Brasília)
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Viúvo de Bhutto descarta ser premiê no Paquistão
Simpatizantes do Partido Popular do Paquistão em Karachi
Simpatizantes do PPP ainda estão celebrando a vitória nas urnas
O líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) e viúvo da ex-premiê paquistanesa Benazir Bhutto, Asif Ali Zardari, disse nesta quarta-feira que não quer ser primeiro-ministro do país, apesar do triunfo de seu partido nas eleições parlamentares da segunda-feira.

Segundo Zardari, o PPP deve escolher outro nome para liderar a coalizão que partidos de oposição estão formando para governar o país.

A declaração foi feita em meio a intensas negociações entre o PPP e o PML-N (Liga Muçulmana do Paquistão – Nawaz), liderado pelo ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, para a formação de uma aliança.

Com a apuração concluída em 258 dos 272 distritos eleitorais do país, o PML-N já havia elegido 66 parlamentares, menos apenas que o PPP, com 87. Sharif e Zardari têm nesta quinta-feira uma reunião que pode selar a coalizão.

Moderados

Zardari não é membro do Parlamento e, por isso, nem poderia assumir o cargo de primeiro-ministro. No entanto, especulava-se que ele pudesse assumir uma vaga no Parlamento por meio de uma eleição para substituir um outro legislador.

Se controlar dois terços dos membros do Parlamento paquistanês, uma nova coalizão de governo estará em condições de submeter a um impeachment o presidente Pervez Musharraf, que saiu derrotado das eleições.

Esse será o caso se o PPP e o PML-N se unirem – juntos, os dois partidos têm mais da metade das cadeiras legislativas.

Sharif vem pedindo que o presidente renuncie, mas Musharraf descartou essa possibilidade.

O presidente paquistanês disse nesta quarta-feira que as forças moderadas no país se fortaleceram após o pleito e fez um apelo pela reconciliação nacional.

"O presidente enfatizou a necessidade de que haja uma coalizão harmoniosa em nome da governança pacífica, do desenvolvimento e do progresso do Paquistão", afirma uma mensagem divulgada pelo Ministério do Exterior.

Em viagem à África, o presidente americano George W. Bush – aliado de Musharraf – disse que as eleições no país foram limpas e representaram uma vitória para o povo paquistanês.

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