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Para paquistaneses, saída de Musharraf aumentaria estabilidade | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC mostrou que 64% dos paquistaneses acreditam que a situação de segurança e a estabilidade do país melhorariam se o presidente Pervez Musharraf renunciasse ao cargo. A pesquisa de opinião foi feita pelo Instituto Gallup do Paquistão entre os dias 27 e 28 de janeiro e ouviu 1456 paquistaneses em todo o país. Segundo a pesquisa, apenas 25% afirmaram que a segurança no país pioraria com a renúncia do presidente. "Enquanto muitos governos ocidentais apóiam o presidente Musharraf, na crença de que ele oferece a única esperança de estabilidade para o Paquistão, grande parte dos cidadãos comuns do país discorda", disse Doug Miller, presidente da GlobeScan que desenvolveu e analisou a pesquisa junto com o Programa Internacional de Atitudes Políticas da Universidade de Maryland, Estados Unidos. Assassinato de Bhuto A pesquisa mostrou que 39% dos paquistaneses acreditam que "as agências de segurança paquistanesas ou pessoas ligadas a estas agências" são responsáveis pelo assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto. Outros 24% acreditam que alguma outra organização esteja envolvida com a morte de Bhutto. Apenas 16% acreditam na alegação do governo, de que o líder do Talebã no Paquistão, Baitullah Mehsud, e sua rede ligada à Al-Qaeda seriam responsáveis pelo assassinato. Bhutto foi morta durante um comício na cidade de Rawalpindi no dia 27 de dezembro. A pesquisa foi feita antes da divulgação de um relatório da Scotland Yard, que investigou o caso no Paquistão. No começo de fevereiro, detetives britânicos da Scotland Yard que investigaram o atentado que matou a ex-primeira-ministra disseram que ela morreu devido ao impacto causado pela explosão de uma bomba durante o comício. Eleições Em relação à eleição de novembro de 2007, que elegeu Musharraf como presidente do país, 49% dos pesquisados afirmaram que a votação não foi legítima, sendo que apenas 29% a consideraram válida. Mas os paquistaneses estão divididos quanto às eleições gerais de 18 de fevereiro: 44% afirmam que têm muita ou certa confiança de que estas eleições serão "livres e justas". Entre estes 44%, apenas 11% está muito confiante e 33% tem alguma confiança. Segundo a pesquisa, 46% afirmam que não esperam que as eleições gerais de 18 de fevereiro sejam "livres e justas". No total, os paquistaneses mostram certo otimismo em relação a uma melhora na situação do país nos próximos seis meses: 51% afirmam que estão otimistas (dentro do universo destes 51%, 16% estão muito otimistas e 35% indicaram certo otimismo). Em comparação, apenas 39% dos pesquisados afirmaram que estão pessimistas quanto à situação do Paquistão nos próximos seis meses. |
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