|
Entenda as conseqüências da morte de Benazir Bhutto | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ex-premiê do Paquistão Benazir Bhutto, que governo o país por duas ocasiões, foi assassinada enquanto fazia campanha para seu partido para as eleições parlamentares, marcadas para o dia 8 de janeiro. Veja abaixo perguntas e respostas sobre as conseqüências da morte da política paquistanesa. Qual será o impacto da morte de Bhutto no Paquistão? Bhutto era uma das principais lideranças entre os diversos partidos do país. Ela esperava que seu partido, o PPP, sairia das eleições de janeiro como principal força política do Paquistão. A eleição parlamentar é a primeira desde que o presidente do país, Pervez Musharraf, renunciou à chefia das Forças Armadas e se tornou um líder civil. A morte de Bhutto criou um vácuo político. A família Bhutto é lendária no Paquistão. O pai da ex-premiê, Zulfiqar Ali Bhutto, também serviu como primeiro-ministro do país. Ele foi enforcado depois de ser deposto por um golpe do general Zia-ul-Haq. Benazir Bhutto era uma personalidade polêmica. Educada no Ocidente e carismática, ela se apresentava como uma força moderada e democrática e era tratada assim em grande parte do mundo ocidental. Os Estados Unidos esperavam que ela pudesse restaurar a legitimidade popular da guerra contra militantes islâmicos, uma tarefa que fracassou nas mãos do presidente Musharraf. Mas ela também era vista como uma liderança que usou o seu tempo no governo para benefícios financeiros próprios. Ela enfrentou uma série de processos, tanto dentro como fora do Paquistão. Militantes islâmicos a odiavam por suas visões pró-Estados Unidos. Este ano, Bhutto e Musharraf estavam trabalhando em um acordo para dividir o poder no país. As negociações fracassaram, transformando Bhutto na maior força de oposição a Musharraf. Quem poderia tê-la assassinado? Grande parte dos analistas indicam que militantes pró-Talebã, que detêm cada vez maior controle das áreas tribais da fronteira entre Paquistão e Afeganistão, seriam os principais interessados em matá-la. Eles nunca esconderam o seu desejo de matar Bhutto desde que ela voltou ao país em outubro, depois de anos de um exílio auto-imposto. No dia do seu retorno, 18 de outubro, um duplo ataque suicida contra uma carreata de Bhutto em Karachi matou mais de 130 pessoas. O que está em jogo para a região e para o resto do mundo? O futuro do Paquistão é um dos pontos importantes para a segurança mundial. Militantes pró-Talebã e aliados da al-Qaeda conseguiram formar um Estado próprio dentro de um Estado nos últimos anos. Eles têm conseguido lutar contra forças ocidentais no Afeganistão usando o Paquistão como base. Além disso, grande parte dos atentados realizados no mundo ocidental – como os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos – envolveram pessoas que receberam treinamento e apoio dentro do Paquistão. O Paquistão também enfrenta uma rivalidade com a Índia, país vizinho ao leste. Os dois países têm armas nucleares. Quais são as opções do presidente Musharraf? Musharraf já pediu calma diante dos episódios de violência que surgiram desde a morte de Bhutto. Uma decisão urgente a ser tomada é se o governo mantém as eleições parlamentares marcadas para o dia 8 de janeiro. O país acabou de sair neste mês de um período de estado de exceção, em que o governo afastou juízes que poderiam declarar inconstitucional a eleição de Musharraf. A popularidade do presidente caiu muito em 2007, em parte pela incapacidade do governo de derrotar os militantes islâmicos. Musharraf também deixou a chefia das Forças Armadas. Ainda não se sabe como o novo comandante, o general Ashfaq Pervez Kayani, vai lidar com os militantes. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Termina estado de emergência no Paquistão15 dezembro, 2007 | BBC Report Ataque a base militar mata 5 no Paquistão15 dezembro, 2007 | BBC Report Estado de exceção no Paquistão termina no dia 16, diz Musharraf29 novembro, 2007 | BBC Report Bhutto descarta aliança e pede renúncia de Musharraf13 de novembro, 2007 | Notícias Bhutto: Eleição é 'passo positivo', mas insuficiente11 de novembro, 2007 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||