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Atualizado às: 15 de dezembro, 2007 - 06h13 GMT (04h13 Brasília)
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Ataque a base militar mata 5 no Paquistão
Pelo menos cinco pessoas morreram em um atentado suicida neste sábado no noroeste do Paquistão, informou a polícia local.

O ataque atingiu um posto de controle na entrada de uma base militar na cidade de Nowshehra, a 120 quilômetros da capital, Islamabad.

Segundo a polícia, dois soldados estão entre os mortos. Pelo menos seis pessoas ficaram feridas.

O homem-bomba estava em uma bicicleta, de acordo com a polícia local.

Estado de emergência

O atentado ocorre no dia em que o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, deve suspender o estado de emergência decretado por ele em 3 de novembro.

Musharraf deverá anunciar o fim do estado de exceção nas próximas horas. Ele havia decretado o estado de emergência alegando que a ação de extremistas estava colocando o país em perigo.

Durante esse período, Musharraf demitiu vários juízes independentes e impôs restrições aos meios de comunicação no Paquistão.

No final de novembro, ele renunciou ao cargo de comandante das Forças Armadas, encerrando oito anos de poder militar no país, e assumiu seu segundo mandato na Presidência, desta vez como um líder civil.

Musharraf já disse que o fim do estado de exceção é um passo em direção a uma democracia plena no Paquistão.

No início de janeiro, devem ser realizadas eleições parlamentares no país.

Série de atentados

Nos últimos meses, diversos ataques suicidas ocorreram na região próxima à fronteira com o Afeganistão.

Na segunda-feira, cinco crianças morreram em um ataque perto de outra base militar, na cidade de Kamra.

Seis pessoas já haviam morrido no dia anterior em um atentado contra um posto de controle em Swat.

Na quinta-feira, oito pessoas foram mortas em um duplo atentado contra postos de controle das Forças Armadas em Quetta.

O número de ataques contra instalações das Forças Armadas se intensificou a partir de julho, quando o presidente Musharraf ordenou que as tropas paquistanesas invadissem a Mesquita Vermelha, em Islamabad, que era ocupada por militantes islâmicos radicais.

Os clérigos e estudantes entrincheirados na mesquita resistiram durante dias ao cerco das forças de segurança. O confronto terminou com mais de cem mortos.

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