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Candidatura de ex-premiê é suspensa no Paquistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Comissão Eleitoral do Paquistão suspendeu nesta segunda-feira a candidatura do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif às eleições parlamentares marcadas para o dia 8 de janeiro. Um oficial do órgão informou que a condenação que pesa contra o ex-primeiro-ministro motivou a decisão. Sharif foi sentenciado à prisão perpétua por seqüestro de avião, evasão de impostos e traição e foi para o exílio depois que um golpe liderado pelo atual presidente, Pervez Musharraf, o destituiu do poder, em 1999. As acusações de seqüestro de avião são relativas à tentativa de Sharif de impedir que a aeronave de Musharraf pousasse no Paquistão no dia do golpe. O ex-primeiro-ministro passou oito anos no exílio e, depois de uma tentativa frustrada de retornar ao Paquistão, em setembro, finalmente conseguiu voltar ao país no fim do mês passado. Ele havia apresentado sua candidatura à Comissão Eleitoral, depois que o presidente Musharraf confirmou a realização das eleições, em meio ao estado de exceção que ainda vigora no país. Pressão Sharif tem até sexta-feira para recorrer da decisão. O advogado do ex-primeiro-ministro, Imtiaz Kaifi, afirma que a decisão da comissão foi tomada "sob pressão". "Para mim, é muito claro que alguém esteja manobrando essa decisão", afirmou. A decisão da Comissão Eleitoral não foi recebida com surpresa. No Paquistão, pessoas que tenham sido condenadas ou acusadas formalmente são proibidas de se candidatar. No início do ano, o presidente Musharraf anistiou a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, que também retornou do exílio recentemente, das acusações de corrupção que pesavam contra ela. O mesmo não aconteceu com Sharif. Na época, Bhutto e Musharraf discutiam uma possível aliança para divisão de poder, o que ficou fora de questão desde que o presidente decretou o estado de exceção em 3 de novembro. Ainda nesta segunda-feira, Sharif deveria se encontrar com Bhutto para discutir um possível boicote conjunto às eleições de janeiro. Os líderes da oposição estão divididos. Enquanto o ex-primeiro-ministro defende o boicote, Bhutto avalia que a medida contaria a favor de Musharraf, que disse que vai suspender o estado de emergência no dia 16 de dezembro. Depois de renunciar ao comando das Forças Armadas, o presidente foi empossado para um segundo mandato de cinco anos na semana passada. |
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