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Bhutto: Eleição é 'passo positivo', mas insuficiente | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A principal líder política do Paquistão, Benazir Bhutto, elogiou a promessa de antecipação de eleições feita neste domingo pelo presidente paquistanês, general Pervez Musharraf. Em uma entrevista ao canal americano de TV Sky News, a ex-primeira ministra paquistanesa qualificou de "passo positivo" o anúncio, mas ressalvou que o presidente ainda precisa fazer muito para tirar o país da crise. Ela pediu que Musharraf levante o estado de exceção decretado por ele no sábado passado. A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, também apoiou o anúncio de Musharraf, mas pediu que o estado de exceção seja levantado "o quanto antes". Ativistas de direitos humanos também disseram que eleições livres e justas não poderão ser realizadas no Paquistão sob lei marcial. Musharraf disse neste domingo que espera que as eleições parlamentares sejam realizadas até o dia 9 de janeiro. Mas ele não estabeleceu uma data para a suspensão do estado de exceção. Estado de exceção Musharraf impôs o estado de exceção alegando que extremistas estão à solta no Paquistão, e que medidas firmes precisam ser tomadas para tirar o país do perigo. Desde então, o presidente paquistanês demitiu juízes da Suprema Corte, proibiu protestos e prendeu oposicionistas. Na sexta-feira, a própria Benazir Bhutto teve prisão domiciliar decretada, e foi proibida de deixar sua casa durante várias horas. A prisão foi suspensa no sábado. Neste domingo, durante a entrevista coletiva, Musharraf demonstrou irritação diante de uma simples referência ao nome de Benazir Bhutto, a ex-primeira ministra que vivia em exílio voluntário no exterior e voltou em meados de outubro ao Paquistão na expectativa de reocupar o cargo. Um repórter perguntou ao presidente sobre uma possível aliança que estaria sendo costurada entre os dois políticos antes da imposição do estado de exceção. O jornalista mencionou a popularidade crescente da ex-premiê, que assumiu a frente da campanha contra o governo. Visivelmente irritado, Musharraf respondeu: "Você disse que ela aumentou sua popularidade? Me pergunto se você conhece as áreas rurais do Paquistão." "No Ocidente eu sei, pelos seus jornais e suas observações, que vocês pensam que ela é a próxima primeira-ministra do Paquistão. Não sei quem deu a vocês esta impressão, como contaram os votos, e em que seus cálculos se baseiam." "Ela tem de vencer eleições. Se o partido dela vencer as eleições, só então iremos para uma outra etapa, de ver se ela se tornará de fato primeira-ministra." |
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